E rosas também.
Dá-me rosas, rosas,
E lírios também,
Crisântemos, dálias
Violetas, e os girassóis
Acima de todas as flores...
Deita-me às mancheias,
Por cima da alma,
Dá-me rosas, rosas
E lírios também...
Versos de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa, Portugal (1888-1935)
Aguarela em papel “Rosas sempre rosas”, de Léah Mae, pintora e cronista, autora do belo blogue “Minhas pinturas”
Pois é, o vírus da gripe entrou, sem ser convidado, em minha casa. E não parece querer sair.
Há uma semana que por aqui anda fazendo estragos: começou pelo maridão e logo depois, pumba, apanhou-me pela garganta.
Ataquei-o com antigripais, xarope, pastilhas, canja quentinha, e mantas, mas… está difícil debelar a infecção: a tosse (cavernosa) continua, o pingo do nariz não pára de cair, os espirros frequentes rebentam-me com as costas, as dores passeiam-se por mim da cabeça aos pés.
A desgraçada da gripe veio para ficar.
Entretanto, o sofá tem sido o meu melhor amigo: esparramada nele, dormito, vejo filmes gravados há meses e leio pequenos poemas. Para grandes romances… não há clima!
Afinal, o que é mesmo a gripe?
Ninguém merece!





















