06 fevereiro, 2018
À terça - imagens e palavras: "solidão"
07 abril, 2017
Um espelho é um sortilégio...
25 março, 2017
"A conversa de Bolzano" - Sándor Márai
13 novembro, 2016
"A gaivota" - Sándor Márai
27 fevereiro, 2015
"A ilha" - Sándor Márai
Encontramo-lo no Hotel Argentina, um hotel localizado numa pequena estância balnear do Adriático onde o calor pesado e pegajoso sufoca os hóspedes e propicia uma atmosfera de sensualidade quase palpável e impúdica. Apenas uma mulher de olhos cinzentos e cabelo loiro grisalho, com andar frágil de libélula, parece fresca.
Deixemos, por agora, esta mulher de olhos cinzentos e cabelo loiro grisalho e vejamos quem é Viktor Henrik Askenasi e o que faz no Hotel Argentina?
Leia este romance soberbo para saber mais sobre a vida do professor Askenasi e descobrir o que foi ele fazer ao quarto da mulher de olhos cinzentos e cabelo loiro grisalho … não fui à procura da paixão. Que tolice! Já a conhecia, é um passatempo banal e como ele encontrou a verdadeira solidão no cume da ilha em frente ao hotel. Finalmente sozinho!
31 dezembro, 2014
Viver (e ler) é formidável! Bom 2015 para todos!
... temos de nos conformar com aquilo que somos...
"As velas ardem até ao fim", de Sándor Márai, Ed. Dom Quixote, 2001
... amanhã correremos mais depressa...
"O grande Gatsby", de F. Scott Fitzgerald, Ed. Presença, 1985
... lê os melhores livros...
"Ravelstein", de Saul Bellow, Ed. Teorema, 2001
... lendo, fica-se a saber quase tudo...
"A caverna", de José Saramago, Ed. Caminho, 2005
05 dezembro, 2014
"A herança de Eszter" - Sándor Márai
17 outubro, 2014
"As velas ardem até ao fim" - Sándor Márai
Logo depois, Henry casa com Krisztina, o seu único grande amor.
A relação dois dois amigos começa a mudar e, inesperadamente, sem dar conhecimento nem se despedir dos amigos, Konrád desaparece da cidade.
14 outubro, 2014
Temos de suportar... em "As velas ardem até ao fim", de Sándor Márai
12 setembro, 2014
"A Irmã" - Sándor Márai
04 julho, 2014
"A mulher certa" - Sándor Márai
Acredite em mim, esta é uma poderosa, surpreendente e inesquecível história de amor, narrada por três vozes e sensibilidades diferentes.
O segundo monólogo é de Péter. Na mesma cidade, uma noite, num bar, ele confessa a um amigo como deixou Marika para se casar com Judit, a mulher que desejava há anos, e como depois a perdeu.
(Seleccionei frases de cada um dos monólogos e juntei-as com reticências.)
Nunca se é bastante sábio para dizer por que motivo se juntam um homem e uma mulher, e porque, depois, se separam.
...porque é que na escola não se ensina nada sobre as relações entre homens e mulheres?
Não sei!
13 junho, 2014
"Rebeldes" - Sándor Márai
01 fevereiro, 2011
"Divórcio em Buda" - Sándor Márai
Foi em 2004 que descobri este autor, quando li “As velas ardem até ao fim”, ia já na 4ª edição portuguesa. Considerei-o, então, um romance deslumbrante, um hino à amizade, uma pérola que figurará na lista dos meus livros preferidos.
Posteriormente comprei (mas ainda não li) “A herança de Eszter”.
Este ano descobri / comprei / li o “Divórcio em Buda”. O autor continuou a não me desiludir.
“Divórcio em Buda” é o retrato de um triângulo amoroso, feito de paixões negadas, silêncios amargos e confissões impossíveis, numa sociedade decadente às portas da Segunda Guerra Mundial.
O processo de divórcio dos Greiner era um dos muitos que chegavam à mesa de trabalho do juiz Kristóf Kómives.
No geral, num processo de divórcio cabia ao juiz confirmar que duas pessoas não se suportavam e não conseguiam viver juntos. Apenas isso.
Mas o divórcio dos Greiner é muito diferente e irá perturbar o sossego da respeitável vida burguesa deste juiz em Budapeste, neto e filho de célebres juízes, educado num espírito rigoroso, de fundo humanístico, como era tradição na família.
Imre Greiner, tinha sido seu colega de escola, mas nunca íntimo. Ela, Anna Greiner, era a jovem esquiva que o juiz conheceu no baile da Faculdade de Direito e nunca esqueceu. Anna amou-o em segredo e também não o esqueceu. Loucura ou obsessão? “O modo como os segredos ardem na alma talvez seja semelhante ao incêndio de uma mina, que vai queimando em fumo lento”.
No oitavo ano do casamento, os Greiner decidem divorciar-se. Formavam um casal perfeito. Eram um exemplo para os amigos. Divorciavam-se por “não suportarmos o que calávamos um frente ao outro”.
Na noite anterior à audiência Imre Greiner procura o juiz na sua casa, fala-lhe sobre o seu casamento e comunica-lhe o suicídio de Anna.
“Tendo como pano de fundo o estalar iminente da segunda Guerra Mundial, a morte da mulher que ambos amaram dá-lhes oportunidade de reflectirem sobre vivências e sentimentos que nunca foram capazes de partilhar com ninguém e redimir os erros que os levaram à situação actual”.
Sándor Márai nasceu, em 1900, em Kassa, na Hungria.
Passou um período de exílio voluntário na Alemanha e na França e em 1948, com a chegada do regime comunista ao seu país, emigra para os Estados Unidos da América.
Foi só depois da queda do regime que a sua obra foi conhecida na Hungria e no mundo inteiro.
Sándor Márai suicidou-se em 1989, na Califórnia.
Divórcio em Buda, de Sándor Márai
Dom Quixote, 2010
Tradução de Ernesto Rodrigues
184 págs.












