Sinopse: “Aos trinta anos, Elizabeth Gilbert tinha um marido, uma casa de campo, uma carreira de sucesso – tudo aquilo que uma mulher pode desejar. Ou talvez não…
Decide deixar tudo para trás e, depois de uma arrasadora crise existencial e de um divórcio difícil, parte à aventura.”
Li, com bastante agrado este divertido e inteligente relato de uma viagem libertadora de doze meses, que serviu à autora para se reencontrar.
A viagem começou em Itália (onde experimentou os prazeres mundanos) “descobri que tudo o que realmente queria era comer boa comida e falar italiano o mais possível… portanto declarei como principais prazeres estas dois coisas – falar e comer… será assim tão horrível viajar por alguns meses da nossa vida sem outra ambição a não ser descobrir a próxima refeição deliciosa?”, continuou pela Índia (onde procurou o equilíbrio espiritual “passo quatro a cinco horas por dia nas cavernas da meditação… consigo fazer companhia a mim mesma durante horas seguidas, sem me deixar perturbar pela minha existência no planeta… às vezes, as minhas meditações são experiências surrealistas… tento entregar-me a elas com a menor resistência possível… outras vezes, sinto um contentamento calmo e doce, e também é bom… as frases continuam a formar-se na minha mente e os pensamentos continuam a fazer a sua dança, mas agora conheço tão bem os padrões do meu pensamento que já não me incomodam” e finalizou na Indonésia (onde encontrou o amor) “estou feliz, saudável e equilibrada….não fui salva por um príncipe, fui eu a administradora do meu próprio salvamento”.
Não gostei da adaptação cinematográfica, protagonizada por Julia Roberts e Javier Bardem.
Mas gostava, ou se gostava, de fazer uma viagem idêntica...
Comer, Orar, Amar, de Elizabeth Gilbert
Bertrand, 2008
Tradução de Fernanda Oliveira
372 págs.
