30 abril, 2019

À terça - imagens e palavras: "morte"




“Suponho que depois da morte será igual 
a antes de nascer. E tu?”



ISABEL ALLENDE, escritora chilena (1942-), in “O amante japonês”, Porto Editora, 2015
(Foto da net.)

26 abril, 2019

"Lembrança"

Ponho um ramo de flores
na lembrança perfeita dos teus braços;
cheiro depois as flores
e converso contigo
sobre a nuvem que pesa no teu rosto;
dizes sinceramente
que é um desgosto.
Depois,
não sei porquê nem por que não,
essa recordação desfaz-se em fumo;
muito ao de leve foge a tua mão,
e a melodia já mudou de rumo.
Coisa esquisita é esta da lembrança!
Na maior noite,
na maior solidão,
vem a tua presença verdadeira,
e eu vejo no teu rosto o teu desgosto,
e um ramo de flores, que não existe, cheira!
Poema de Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, nascido a 12 de Agosto de 1907, em São Martinho de Anta, Portugal. 
Formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra, cidade onde faleceu a 17 de Janeiro de 1995.
Considerado um dos grandes escritores portugueses contemporâneos, foi distinguido com vários prémios, nomeadamente com o Prémio Camões, em 1989.
"Lembrança"(1939) consta do livro que reúne todos os poemas do poeta: "Poesia Completa", editado em 2000 pelas Publicações Dom Quixote.
Detalhes das obras "The rose girl", "Summer", "Spring" e "Under the Cherry Tree", do pintor francês Émile Vernon (1872-1920).

23 abril, 2019

À terça - imagens e palavras: "livros"



"Só tem medo de um livro, com o argumento de que pode contagiar negativamente quem o lê, quem não está seguro da sua própria razão.
 Livros são sempre territórios de debate. Não são os livros que fazem nascer nazis. A falta de diálogo, a falta de leitura, a falta de livros, é que pode fazer nascer nazis."


JOSÉ EDUARDO AGUALUSA, escritor angolano (1960), in “O paraíso e outros infernos”, Ed. Quetzal, 2018
(Foto da net.)

16 abril, 2019

Páscoa feliz e... doce!

Segundo a tradição, o cabrito e o borrego têm lugar de destaque à mesa dos portugueses (de norte a sul do país)  no almoço/convívio familiar do Domingo de Páscoa. 
Então, lembrei-me de compartilhar duas receitas minhas, experimentadas, fáceis e rápidas de Cabrito e Borrego assado. E como não há duas sem três, compartilho outra receita, a do meu divinal Bolo de Tâmaras
Espero que gostem! 

CABRITO ASSADO, COM TOQUE DE MOLHO INGLÊS
Ingredientes:
Cabrito aos pedaços, vinho branco, vinho tinto, molho inglês, tomilho, cravinho, azeite, banha, sal, colorau, alhos esmagados, louro, salsa, piripiri.
Preparação:
Na véspera deite num tabuleiro todos os temperos e misture bem. Massaje o cabrito com a mistura obtida e leve ao frigorífico toda a noite, tapado com película.
No dia seguinte, aqueça o forno antes de colocar dentro o tabuleiro com o cabrito. Deixe assar até alourar. É rápido, demora pouco mais de uma hora.
Quando a carne estiver quase pronta, espalhe à volta batatas novas (com a pele), previamente cozidas em água com sal. Deixe que ganhem cor.
Quando tudo estiver pronto, retire a carne do forno, deixe repousar uns minutos e corte em pedaços.
Coloque a carne e as batatas numa travessa e espalhe por cima o molho do assado.
Sirva com grelos salteados.

BORREGO ASSADO,  COM CAPA DE ESPECIARIAS
Ingredientes:
Borrego, vinho branco, conhaque, cebola, alho, tomilho, louro, piripiri, azeite, manteiga, raspa de limão, sal, especiarias (gengibre, cravinho, cominhos, colorau, pau de canela, noz moscada, açafrão, sementes de coentros).
Preparação:
Tempere a carne com o azeite, vinho, conhaque, raspa de limão, sal, louro, tomilho, alhos picadinhos, piripiri e todas as especiarias.
No dia seguinte coloque a carne num tabuleiro, em cama de cebolas cortadas às rodelas, e regue com parte da marinada. Espalhe nozinhas de manteiga.
Deixe assar lentamente, regando com o próprio molho.
Depois da carne assada, deixe-a descansar uns minutos e corte-a em pedaços.
Junte o resto da marinada aos sucos da carne que ficaram no tabuleiro e leve ao lume para apurar e derrame sobre a carne.
Sirva com batatinhas assadas à parte.

BOLO DE TÂMARAS COBERTO COM CALDA DE CARAMELO GULOSO
Ingredientes:
Bolo
. 250 g tâmaras (sem caroço)
. 150 g açúcar amarelo
. 220 g farinha
. 3 ovos
. 1 colh (sopa) gengibre em pó
. 1 colh (chá) bicarbonato de sódio
. 1 colh (chá) fermento
. 200 ml de água quente
Caramelo
. 1 cháv. açúcar
. ½ cháv. natas
. 75 g manteiga
. uma pitada de gengibre em pó
Preparação:
Comece por cortar as tâmaras em pedacinhos e cubra-as com a água quente. Reserve.
Bata o açúcar com a manteiga até obter um creme fofo.
Continue a bater e adicione os ovos, um a um, o gengibre, a farinha e o fermento.
Por fim junte as tâmaras e a água.
Deite a massa numa forma untada e polvilhada e leve ao forno, aquecidoa 160º, cerca de 40 minutos.
Enquanto o bolo coze prepare a cobertura.
Leve a lume brando um tacho com o açúcar.
Quando chegar ao ponto de caramelo dourado, junte a manteiga e mexa com varas.
Retire do lume, adicione as natas e o gengibre e continue a mexer até obter uma calda cremosa e brilhante.
Deixe arrefecer, antes de cobrir o bolo.
(A calda pode ou não levar gengibre. Eu junto e gosto.)


SANTA PÁSCOA para todos!

Mais receitas na minha "Cozinha de Afectos".
(Primeira e última foto, da net.)

12 abril, 2019

Viajando e aprendendo: Estados Unidos da América e Canadá (2)


Continuando…

De Williamsport, na Pensilvânia, seguimos para Niagara Falls (Cataratas do Niágara), na fronteira entre os E.U.A (estado de Nova Iorque) e o Canadá (província de Ontário). Em frente às cataratas ficam duas cidades com o mesmo nome Niagara Falls, uma de cada lado da fronteira, ligadas pela Rainbow Bridge (Ponte do Arco-Íris).
Ficámos alojados no lado canadiano, em Welland, pequena cidade a cerca de 26 minutos de Niágara. O lado canadiano é mais animado e tem a mais bonita vista para as cataratas.
As famosas e belas Cataratas do Niágara são formadas por 3 cataratas distintas: a americana, a canadiana e a pequenina Bridal Veil (véu de noiva). Impressionam não pela altura da queda de água, aproximadamente 52 metros (a americana tem apenas 21 metros antes de cair sobre rochas depositadas na base por uma avalancha) mas pela largura: a americana com 323 metros, a canadiana com 792.
À noite, depois do jantar em Niagara, assistimos a um espectáculo fabuloso e inesquecível: as cataratas iluminadas por luzes coloridas, com cada país a exaltar as cores da sua bandeira. (fotografei mas nada aproveitei)
Na manhã do dia seguinte, durante 20 minutos pudemos admirar de muito perto toda a beleza das Cataratas do Niágara: o barco “Maid of the Mist” levou-nos até bem perto (demasiado, dizia eu) da queda de água canadiana. Uma experiência assustadora? Não, ruidosa, molhada (apesar da capa oferecida), incrível, inesquecível!
À tarde, despedimo-nos daquela maravilha da natureza e partimos em direcção a Toronto. No caminho fizemos uma pequena paragem na encantadora vila de Niagara-on-the-Lake.
Foi curta a estada em Toronto, a maior cidade e maior centro financeiro do Canadá. Chegámos à tarde, dirigimo-nos à CN Tower (torre de comunicações com 553 metros de altura, o principal e mais lucrativo ponto turístico de Toronto) e subimos ao Skypod (plataforma de observação envidraçado, a 447 metros de altura). O susto foi grande, mas valeu pela impressionante vista da cidade e arredores.
Mas um susto maior estava para vir...
Seguiu-se um giro de autocarro por outros pontos turísticos da cidade e instalação no hotel.
Em Toronto residem muito emigrantes portugueses. O jantar foi exactamente num restaurante português, no centro da cidade. A seguir ao jantar - hotel. A partida para Ottawa seria cedo para percorrermos 450 kms.
(O susto maior foi quando o guia (português) contou o grupo no hall do  hotel, e deu pela falta de um elemento. Ter-se-à perdido no trajecto que fizemos a pé do restaurante para o hotel. A esposa alarmada só se apercebeu da falta do marido, no hotel. Alguns "cavalheiros" juntaram-se ao guia e saíram à sua procura. Nada! Apareceu de madrugada... O que aconteceu? Talvez um dia eu conte.  Sim, porque o guia português descobriu TUDO!)
Percorridos 262 km parámos em Kingston para almoço e visita ao arquipélago das Thousand Islands (Mil Ilhas), no rio São Lourenço, mais um atracção turística na fronteira E.U.A.- Canadá. Na verdade o arquipélago tem cerca de 2.000 ilhas de diversos tamanhos, repartidas entre os dois países.
De barco, durante 90 minutos pudemos contemplar as belíssimas ilhas canadenses, umas com casinhas simples, outras com mansões, outras ainda com verdadeiros castelos. Todas obedecem a rígidos critérios: ficar todo o ano acima do nível do mar; ter uma área superior a 0,092 m2 e plantada pelo menos uma árvore. Fabuloso!
A viagem continuou para Ottawa (Otava), a capital do Canadá, uma cidade pequena (pouco mais de um milhão de habitantes), muito bonita, com grande oferta cultural, acolhedora, localizada na margem sul do rio Ottawa, perto dos estuários do Rio Rideau e do famoso Canal Rideau. Uma cidade fácil de conhecer caminhando e foi isso que fizemos, em grupo.
Ficámos alojados em Hull, cidadezinha em frente a Ottawa, do outro lado do rio. Dormimos lá apenas uma noite. A viagem tinha de continuar e depois da manhã livre em Ottawa partimos  para o Quebec, onde estivemos 4 dias. Vimos tudo? Quase!
Quebec City, ou Ville du Quebec, é a capital da província canadiana do Quebec, a capital da cultura francesa, a mais antiga cidade do Canadá. Uma cidade encantadora, charmosa, com casario antigo bem conservado, ruas limpíssimas, arborizadas, floridas, ruas empedradas, galerias de arte, igrejas e capelas, esplanadas, restaurantes tradicionais (onde se assiste a espectáculos de folclore), etc., etc.
Recordo a visita ao Museu do Quebec, onde se encontram importantes colecções de arte do Québec desde o Séc. XVII até aos nossos dias; a La Citadelle, fortaleza construída no Séc. XVI para proteger o Quebec de um possível ataque norte-americano; a excursão a St. Anne-de Beaupre, com paragem nas no parque de la Chute-Montmorency para admirarmos a imponente queda de água; a visita a Huron Village, uma aldeia índia (para turista ver...).
Recordo, oh se recordo, o último jantar no Quebec, no restaurante “La Cabane à Pierre", do Lago Beauport, onde se encontra o museu de “Erable” (xarope resultante da seiva açucarada existente no cedro canadiano).
E, como muita pena minha, chegou o dia da partida. Desta vez para Montréal, com paragem na vila típica de Antan.
Montréal (Montreal, em português) está localizada em grande parte na Ilha de Montreal, é a maior cidade da província de Quebec, e a segunda mais populosa do país. Importante centro de comércio, tecnologia aeroespacial, finanças, produtos farmacêuticos, tecnologia, design (nomeada cidade do design pela UNESCO), educação, cultura, realização de eventos internacionais, turismo, jogos, cinema, etc., foi na década de 70 superada em população e força económica por Toronto. Juntamente com Washington D.C. e Nova Iorque, abriga a Organização das Nações Unidas. 
De tudo o que vi na cidade destaco a belíssima  Basílica Notre-Dame.
Montreal é uma das mais seguras cidades do continente americano.
Aqui dormimos duas noites e tivemos o jantar de despedida do grupo, guia e motorista. Muita e boa comida, bebida (hum!), dança, animação. Inesquecível!
Dia 12 de Setembro (dia do meu aniversário) saímos de Montreal directamente para o Aeroporto Internacional de Newark, no estado de New Jersey, E.U.A.. Chegava ao fim uma viagem fenomenal.  No autocarro o grupo brindou-me com um cantar (afinado) de parabéns, mil beijos e abraços. Um "compagnon de route" ofereceu-me um postal-fotografia de um painel de azulejos pintado pelo próprio. Amei!
Viajar é sempre muito bom, mas quando se tem a sorte de o fazer com um grupo como este é maravilhoso!

(Dois anos depois, dia 11 de Setembro, as Torres Gémeas colapsaram após o embate de dois aviões de passageiros desviados por terroristas. Nesse dia o Mundo mudou.)

Mais (muitas) fotos aqui.
(a primeira foto desta postagem  e as fotos da Basílica Notre-Dame, são reproduções de postais comprados no local) 

09 abril, 2019

À terça - imagens e palavras: "casamentos"


“Os casamentos… tendem a transformar-se cada vez mais em feiras de vaidade, onde quase tudo é falso, a começar nas juras de amor eterno. Enquanto os noivos se beijam, os advogados preparam os papéis de divórcio.”


José Eduardo Agualusa, escritor angolano (1960), in “O paraíso e outros infernos”, Ed. Quetzal, 2018
(Foto da net.)

05 abril, 2019

Viajando e aprendendo: Estados Unidos da América e Canadá (1)


"Viajar é mudar o cenário da solidão."
Mário Quintana, poeta brasileiro (1906-94)

Em 1999 viajámos para os Estados Unidos da América (Nova Iorque, Washington, Williamsport) e Canadá (Niagara Falls, Welland, Toronto, Ottawa, Quebec, Montreal), integrados num grupo de 41 pessoas. À partida de Lisboa não conhecíamos ninguém. No regresso já todos éramos amigos de longa data. Foi um grupo especial. Nem o "grupo especial" da China o bateu!
Após pouco mais de 8 horas de voo, aterrámos no Aeroporto Internacional J.F. Kennedy , Nova Iorque, e juntou-se ao grupo uma guia (fluente em espanhol) e um motorista, ambos canadianos. De 41 o grupo passou a 43 e juntos percorremos várias centenas de quilómetros, num autocarro canadiano, claro!
Seguimos para o hotel, no centro de Manhattan. Depois da distribuição de quartos a guia deu-nos 15 minutos e logo saímos para uma curta caminhada surpresa.
Em grupo, caminhámos pela 5ª Avenida, chegámos ao mítico Empire State Building, subimos ao topo dos 102 andares e na plataforma de observação, com um raio de visão de 360º, observámos um impressionante pôr-do-sol sobre Nova Iorque. Aquela vista insuperável, que me molhou os olhos e quase me tirou o fôlego, ficou gravada na minha memória. (Fotos só tenho uma, no átrio do edifício. A máquina fotográfica levei-a comigo, mas o rolo ficou no hotel...).
No dia seguinte, por ser perto do hotel iniciámos a visita à cidade pela St. Patrick’s Cathedral (templo católico estilo neogótico), dali caminhámos até Rockefeller Centre (importante complexo de negócios, localizado no centro de Manhattan), continuámos caminhando até ao edifício da ONU (apenas vimos por fora), e ao Grand Central Terminal (impressionante terminal ferroviário, com um hall «Vanderbilt Hall» com mais de 1.100 metros quadrados e tecto decorado com belíssimas pinturas astronómicas), passámos pela Wall Street (rua do Distrito Financeiro da cidade onde se localiza a Bolsa de Valores, a mais importante do mundo), passeámos no Central Park (o simbólico parque urbano de Nova Iorque de mais de 340 hectares, com lagos artificiais, cascatas, monumentos, memoriais, restaurantes, etc., etc.).
Ao fim da tarde a guia deu-nos a escolher: visita às Torres Gémeas ou viagem de ferry até à Staten Island (um dos cinco distritos da cidade), com aproximação à Estátua da Liberdade. Nós ficámos no grupo que optou pela viagem de ferry nas águas do rio Hudson para dali admirarmos a Estátua da Liberdade e os arranha-céus de Manhattan banhados por um belíssimo pôr-do-sol.
À noite caminhámos por Chinatown (bairro no Lower East Side com a maior comunidade de chineses, fora do oriente), Times Square (um dos principais pontos turísticos de Manhattan) e Broadway (avenida famosa pelos seus 43 teatros).
(Não, eu não subi às Torres Gémeas... estive lá perto... preferi a magnífica panorâmica de  Manhattan vista do rio, uma experiência fantástica!)
Na manhã do dia seguinte caminhámos sem destino pelas ruas de Manhattan e tentámos o impossível: caminhar nos passeios olhando o topo dos arranha-céus; contar os táxis amarelos que passavam por nós (centenas, colados uns aos outros); descobrir porque caminhava apressada toda a gente; admirar mulheres elegantemente vestidas e com ténis (os sapatos vão na carteira ou estão na gaveta da secretária, dizia a guia).
Visitar Nova Iorque, a cidade mais densamente povoada dos Estados Unidos da América, a cidade com a maior diversidade linguística do mundo, a cidade que nunca dorme, foi uma experiência inolvidável!
E chegou o dia da partida  para Washington.

Washington D.C. (Washington em homenagem ao Presidente George Washington , D.C. abreviatura de District of Columbia), é a capital e o distrito federal dos Estados Unidos da América.
Situada no leste do país, na margem norte do Rio Potomac e em terras doadas pelos estados de Maryland e Virginia, Washington D.C., com uma população de pouco mais de 700 mil habitantes, é a sede do governo dos Estados Unidos. É  lá que estão sediadas diversas instituições nacionais e internacionais como o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a Organização dos Estados Americanos.
Tínhamos dois dias para visitar uma cidade repleta de monumentos históricos, edifícios governamentais, universidades, museus. Começámos pela White House (Casa Branca), a residência oficial e gabinete executivo do Presidente dos Estados Unidos, um imponente edifício de arenito esbranquiçado, no estilo georgiano; Capitol Hill, local onde se concentra o poder político dos Estados Unidos: Capitol (Capitólio) onde funciona o senado e a câmara dos deputados, a Library of Congress (Biblioteca do Congresso), a maior biblioteca do mundo; a sede da Suprema Corte, principal órgão judicial dos Estados Unidos; Lincoln Memorial, onde numa das três câmaras se encontra a imponente estátua de Abraham Lincoln, 16º Presidente dos Estados Unidos, que aboliu a escravidão no país; Washington Monument, um obelisco com 169 metros de altura localizado no centro do Constitution Gardens, memorial a George Washington, primeiro presidente dos Estados Unidos.

Visitámos ainda o Vietnam Veterans Memorial, tributo aos soldados que combateram na Guerra do Vietnam, construído em 1982 e constituído por três partes distintas: Three Soldiers Statue (representado por três soldados : um branco, um negro, um hispânico), Vietnam Womens’s Memorial (tributo às mulheres falecidas na guerra), Vietnam Veteran’s Memorial Wall (muro-memorial aos veteranos da guerra); 
Korean War Veterans Memorial
Arlington National Cemetery, o cemitério militar dos Estados Unidos); 
Washington CathedralThe George Washington University (fundada em 1821).
E adeus Washington, chegou a hora de arrancar para Niagara Falls (Cataratas do Niágara).  Mas, antes de lá chegarmos, almoçámos numa aldeia Amish (encantadora) e dormimos em Williamsport, pequena cidade localizada no estado de Pensilvânia.
Eu com um guarda florestal, no Vietnam Veterans Memorial.

Continua...
Mais fotos (muitas) aqui.

02 abril, 2019

À terça - imagens e palavras: "exigência de amor"



“O amor é um egoísmo desenfreado. Não sei se haverá muitos que suportem a terrível tirania do amor sem sofrer danos irreparáveis. Olha à tua volta, observa das janelas, olha as pessoas nos olhos, ouve as suas queixas e encontrarás em todo o lado a mesma desesperada tensão. Não conseguem suportar a exigência de amor que respiram no ar. Por um tempo toleram-na, mercadejam-na e cansam-se. Segue-se a acidez do estômago. A úlcera gástrica. A diabetes. Perturbações cardíacas. A morte.”


Sándor Márai, escritor húngaro (1900-89), in “A mulher certa”, ed. Dom Quixote, 2009
(Foto da net.)