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16 novembro, 2015

Trabalho em massapão - a perfeição


“… a perfeição é alcançada não quando nada mais há a acrescentar, mas quando nada mais há a suprimir.”

Antoine de Saint-Exupéry, escritor-aviador francês (1900-44), in “Terra dos homens”, Ed. Vega, 1995


(Agradeço a quem me mandou esta perfeição.)

19 novembro, 2013

"O Principezinho" - Antoine de Saint-Exupéry e "Encontrei o Principezinho" - Jorge Cabral dos Santos

 
"Era uma vez um principezinho que habitava num planeta pouco maior que ele e precisava de um amigo…"

Carta a Saint-Exupéry:
"... andava eu na serra da Arrábida à procura do meu amigo Tiago que por lá se perdeu, quando encontrei o principezinho. Suponho que foi esta cumplicidade que nos aproximou um do outro: ambos procurávamos um amigo! Só que nele era mais forte a certeza de te encontrar, ao contrário da minha em achar o Tiago, que começava a morrer como morre o pôr do Sol na paisagem de uma tarde que nós queremos conservar para sempre."

… só na solidão podemos reconhecer um amigo e só no silêncio o podemos compreender.
 
Não encontrei um amigo para partilhar o que senti, ao ler este testemunho de amizade, amizade verdadeira.
Partilho, então, com todos os que passarem por aqui.
Doeu, doeu muito, mesmo muito, muito.
 
(O Tiago, vinte anos, escuteiro, desapareceu em Julho de 1988 na serra da Arrábida. Conhecia bem a serra. Nunca foi encontrado.)

05 abril, 2013

"Terra dos homens" - Antoine de Saint-Exupéry

… só há uma verdadeira riqueza: a das relações humanas.
Quando se fala do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry vem imediatamente à lembrança o pequenino-ENORME livrinho “O Principezinho”, que todos já lemos. Não duvido!
Acontece, que Saint-Exupéry nos deixou outros livros, outras histórias mágicas.
“Terra dos homens” é uma história sobre pilotos e aviões, escrita em pleno deserto do Sara, onde o escritor-aviador foi forçado a aterrar em consequência de uma tempestade.
Meu Sara, meu Sara, eis-te encantado, inteirinho, por uma fiandeira de lã!
Sim, porque Saint-Exupéry para além da escrita tinha um fascínio por máquinas voadoras e, depois de cumprir o serviço militar na força aérea, em 1920, tornou-se aviador. O aviador que entre um voo e outro escrevia histórias encantadas.
Certo que o avião é uma máquina – mas que instrumento de análise! Tal instrumento fez-nos descobrir a verdadeira face da Terra.
“Terra dos homens” é o testemunho comovente das experiências do autor sobre os medos, as angústias, as alegrias, os triunfos, os acidentes, a perda, o progresso da aviação.
Uma história comovente, de experiências feita, sobre relações humanas, amizade, solidariedade e muita solidão.
Uma história sobre o Homem, o mundo, a vida e a morte. Sobre o Sara.
E os bens da terra escapam-se-nos por entre os dedos como a areia fina do deserto.
Em 31 de Julho de 1944, o avião que Saint-Exupéry tripulava desapareceu na proximidade da Córsega. Segundo declarações oficiais, é provável que tenha sido destruído por aviões de reconhecimento alemães.
Só o espírito, quando sopra sobre a argila, pode criar o Homem.
Gostei e recomendo.
Lê-se de um só fôlego e... sublinha-se, sublinha-se, sublinha-se...
 
Terra dos homens, de Antoine de Saint-Exupéry
Tradução de Nuno Lobo Salgueiro
Ed. Vega, 1995
131 págs.