01 dezembro, 2020

10º Aniversário do "Rol de Leituras" - um Adeus em Festa!

Houve um princípio, tem de haver um final.

Decidi, está decidido: chega hoje ao fim o “Rol de Leituras”
Inicialmente criado só para mim, o rol onde eu ia anotando as minhas leituras termina como rol de «leituras e outras coisas mais…» e irá continuar acessível a todos os que aqui chegarem. 
É em festa que me despeço deste espaço onde fui feliz, onde fiz muitas e boas amizades, onde cresci como leitora de prosa, poesia, crónicas, opiniões, frases, pensamentos, em blogues inteligentes e inspiradores.
Foram dez anos de contido entusiasmo, algum desencanto, cansaço, alegrias, tristezas e desilusões. Dez anos da minha vida, partilhados com amigas e amigos virtuais. Obrigada a todos, por tudo! 

Se há dez anos gostava de ler, agora gosto muito mais. E por isso, continuarei a ler e a sublinhar palavras sábias em frases que me tocam, frases inspiradoras, frases motivacionais. 
O que vou eu fazer a partir de amanhã? 
Entre muitas outras coisas, continuar a seguir as amigas e amigos virtuais. Como? Através do Pétalas de Sabedoria, blogue onde há vários anos publico as frases que sublinho nos livros que leio. 
Espero-vos lá! 

Agora, sirva-se de uma fatia de bolo enquanto eu vou buscar cálices e uma garrafa de Porto.


(fotos da net)

30 novembro, 2020

"Chegou a hora de cansar..., cansei!" (*)



"Despedida", da poeta brasileira Cecília Meireles.

Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão, 
deixo o mar bravo e o céu tranquilo:
quero solidão. 
Meu caminho é sem marcos nem paisagens. 
E como o conheces ? – me perguntarão. 
– Por não ter palavras, por não ter imagem. 
Nenhum inimigo e nenhum irmão. 
Que procuras? – Tudo. Que desejas? – Nada. 
Viajo sozinha com o meu coração. 
Não ando perdida, mas desencontrada. 
Levo o meu rumo na minha mão. 
A memória voou da minha fronte. 
Voou meu amor, minha imaginação … 
Talvez eu morra antes do horizonte. 
Memória, amor e o resto onde estarão? 
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra. 
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão ! 
Estandarte triste de uma estranha guerra … ) 
Quero solidão.



A "Despedida" é apenas e só a de Cecília Meireles
Eu volto... amanhã. Sim, amanhã!

Fotos tiradas do Hotel Vila Galé Ericeira, Dezembro 2018.

(*) Verso do poeta português José Régio.

27 novembro, 2020

"Livros e solidão: eis o meu elemento. (*)


"CRONICAS DO MAL DE AMOR" (Relógio D'Água Ed., 2016)
Não passamos de seres ocasionais.
Li há meses, pela primeira vez, a escritora que mais preza a sua privacidade, que ninguém conhece, de quem se sabe apenas que nasceu em Nápoles, é formada em Estudos Clássicos, só dá entrevistas por escrito, traduz, ensina, é mãe). Presume-se que Elena Ferrante não seja o verdadeiro nome.
Acredito que os livros, uma vez escritos, já não precisam dos seus autores. Se tiverem alguma coisa para dizer, mais cedo ou mais tarde encontram leitores; se não, não... , disse (escreveu) ela.
Este livro é um 3 em 1, pois reúne os primeiros romances da autora: "Um estranho amor" (1991), "Os dias do abandono" (2002), "A filha obscura" (2006). Três livros num só, três histórias de mulheres desesperadas, humilhadas, abandonadas: Amália, Olga, Leda. 
Adorei conhecê-las. Conheça-as também.

"O PROFESSOR DE DESEJO" (Ed. D. Quixote, 2020)
Estabilização. Passagem do frenesim tórrido ao tranquilo afeto físico.
Acabei de ler na semana passada, mais um livro do meu escritor estrangeiro preferido: Philip Roth.
Originalmente publicado em 1977, este romance inteligente, irónico, comovedor, caliente, hilariante - uma reflexão sobre a busca e a perda da felicidade erótica... uma sátira do eterno conflito entre os nossos instintos e as imposições da sociedade - tem por protagonista David Kepesh, um professor dividido entre os instintos, o afecto e o intelecto. A narrativa é a crónica do seu desejo desde os primeiros tempos, quando  acede a ele na totalidade, até ao momento assustador em que desaparece.
Sem censura, leia!

"BREVE HISTÓRIA DA EUROPA" (Editorial Presença, 2020)
 .. a arte da história não é apenas recordar, mas também saber o que esquecer. É atribuir ao tempo passado um enredo e uma narrativa.
Estou a ler muito devagar - ainda não passei da Introdução - este livro de Simon Jenkins.
Profusamente ilustrado com mapas e imagens, notem como começa bem:
«As altaneiras e áridas falésias do Cabo de São Vicente, na costa portuguesa, representam o ponto mais sudoeste da Europa. Podemos dali observar o Sol, no crepúsculo, afundando-se no Atlântico, local onde os primeiros europeus acreditavam terem chegado ao fim do mundo. Todas as noites julgavam ver a sua fonte de calor e luz extinta pelo oceano, para renascer na alvorada seguinte.(...)»
«Aquele que não conseguir falar de história ao seu semelhante nada importante tem a dizer.»
Há que ler para entender!

"TERRA ALTA" (Porto Editora, 2020)
Amanhece na Terra Alta. Um céu cor de cinza prenuncia uma manhã sem sol.
Comecei a ler esta semana, o meu primeiro livro do escritor espanhol Javier Cerca.  
"Um crime terrível abala a pacata comarca da Terra Alta: os donos da sua maior empresa, as Gráficas Adell, aparecem mortos, barbaramente assassinados. Quem toma conta do caso é Melchor Marin, jovem polícia e leitor voraz que chegou de Barcelona quatro anos antes. Sobre os ombros carrega um passado obscuro que o converteu numa lenda junto das forças policia, mas...". Fico por aqui!
«É o primeiro local de um crime que Melchor vê desde que chegou à Terra alta, mas já viu muitos outros e não se lembra de nada semelhante.» 
Este thriller arrebatou-me logo nas primeiras páginas. Não o largo!
Quem é o assassino, quem é?  Não sei! Ainda!


(*) "Livros e solidão: eis o meu elemento." 
Esta frase de Benjamim Franklin, escritor, cientista, inventor americano (1907-90), foi a primeira a chegar ao "Rol de Leituras". E nunca de cá saiu.

Esta foi a primeira foto do meu perfil (a preto e branco) no "Rol de Leituras. Tirada em 1993, em Pemba-Moçambique, a única coisa que se mantém igualzinha é o meu gosto desmesurado por óculos de sol e chapéus. Convenhamos, há gostos mais estrambólicos!

Anos depois, a querida amiga Tais Luso surpreendeu-me com uma nova imagem para o perfil feita a partir desta foto tirada no Canadá, em 1999, e publicada no Rol. Mandou-me não uma mas várias fotinhas de diferentes cores. E eu, claro, amei o miminho e corri a trocar  a foto do perfil. Ainda lá está.

Memórias boas!

25 novembro, 2020

... e para beber, ein bier ou um Roséwein transmontano?













 



Viagem à Alemanha (Frankfurt, Heidelberg, Wurzburgo, Leipzig, Dresdner, Berlim, Postdam, Lübeck, Bremen, Hildesheim, Goslar, Colónia, Koblenz, Vale do Reno), em 2017.
Desta viagem extraordinária tenho várias centenas de fotografias para seleccionar, identificar e publicar, no blogue "Fugas Reveladas". Haja vontade e paciência!

23 novembro, 2020

o ódio propaga-se

“Um pingo de ódio na tua alma é o suficiente para descolorir tudo, como um pingo de tinta preta no leite." (*)

Alguns dicionários definem ÓDIO como um intenso sentimento de raiva, rancor, ira, desprezo, aversão,  antipatia, repulsa, horror.
Todas palavras repelentes, emoções negativas sentidas vezes sem conta nas relações sentimentais e nas relações sociais.
Nas relações sentimentais, com demasiada facilidade o amor se transforma em indiferença, e mesmo em ódio. A forma deficiente como comunicamos uns com os outros, a forma fria como transmitimos os afectos, provoca desilusão e afastamento.
Nas relações sociais, o ódio manifesta-se nos fanatismos religiosos, com consequências trágicas; nos conflitos raciais, com fronteiras marcadas por preconceitos, e intolerâncias; nos grupos organizados, onde a agressividade sobrevive pelo poder do colectivo; nas redes sociais, onde discursos incendiários, insultos e ameaças são frequentes.
Eu, orgulhosamente, não odeio ninguém, nem me desgasto com atitudes tóxicas. Simplesmente, ignoro.
Aprendi a afastar-me de pessoas perturbadas, de comportamentos destrutivos, de venenos emocionais. 
A vida é demasiado preciosa, e curta, para ser desperdiçada desejando mal a alguém. 
Não me tenho dado mal! 
(Teresa Dias)


(*)  "O progresso do amor", de Alice Munro.

(foto Pinterest)

20 novembro, 2020

"Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos" - Olga Tokarczuk


«- Que mundo é este? Um corpo transformado em calçado, em almôndegas, em salsichas, em tapete estendido junto à cama, em caldo feito com os ossos de outro ser… Sapatos, sofás, malas de pendurar ao ombro feitas da barriga de outros seres, aquecer-se à custa do pelo de outrem, comer o corpo de outrem, cortá-lo aos pedaços e fritá-lo no óleo… Será verdade? Será possível tal pesadelo macabro, tamanha matança, cruel, desapaixonada, mecânica, sem pesos na consciência, sem a mínima reflexão, reflexão que é afinal o objectos dos engenhosos campos da Filosofia e da Teologia? Que mundo é este, onde a norma é matar e infligir dor? O que se passa realmente connosco? 
- A senhora está a exagerar (…)
- A senhora leva o assunto muito a peito (…) 
- A senhora é mesmo louca.» 

Publicado em 2009, "Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos” é uma surpreendente mistura de policial negro, fábula macabra bem doseada de humor, que questiona a nossa posição acerca dos direitos dos animais e responsabilidade sobre a natureza, bem como todas as ideias preconcebidas sobre a loucura, a justiça e a tradição. 
A acção decorre numa terriola polaca «não mais que meia dúzia de casas (…), longe do resto do mundo», onde o «vento não pára de soprar», e é difícil viver de Outubro a Abril. 
Ali vive, sozinha, a excêntrica idosa Janina Duszeijko, engenheira de pontes «construí pontes na Síria e na Líbia», professora reformada, tradutora, astróloga. 
Durante o inverno rigoroso Janina, continua a fazer rondas pelos campos e baldios; a cuidar da ponte sobre a ribeira;  a tomar conta das casas desabitadas dos vizinhos que vivem parte do ano na cidade. Resta-lhe tempo para ajudar um amigo a traduzir poemas de William Blake; interpretar os sinais dos astros; fazer horóscopos; ver tudo sobre Meteorologia na televisão; cuidar do cemitério dos animais; tratar das suas Maleitas (não saberemos quais são) «as minhas Maleitas aparecem traiçoeiramente e eu nunca sei quando»
A pacatez dos dias desta mulher estranha, a quem chamam «velha tresloucada» por preferir a companhia dos animais à das pessoas, termina quando um dos seus vizinhos aparece morto, engasgado com um osso. Acidente ou crime? A esta morte seguem-se outras, violentas, todas de caçadores furtivos membros de um clube de caça local. 
«- Oh, meu Deus! Oh, meu Deus!, Oh, meu Deus! - repetia mecanicamente, o que me tirou do sério, pois é sobejamente sabido que nenhum deus há-de vir para pôr ali as coisas em ordem.»
Então, a Dona Janina - protagonista-narradora desta história decide investigar os estranhos homicídios e chega a uma teoria muito própria que espalhará o terror na comunidade.

Quer saber o que se passou naquele lugarejo agreste, onde  «as manhãs de Inverno são feitas de aço, têm um sabor metálico e arestas afiadas»? Não posso, não quero, não desvendo!
Genial, inteligente, surpreendente. Leia!
(o título deste romance é uma citação de William Blake)

Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos, de Olga Tokarczuk, Prémio Nobel de Literatura, 2019
Tradução de Teresa Fernandes Swiatkiewicz
Ed. Cavalo de Ferro, 2019
286 págs.

18 novembro, 2020

Versos (soltos) do poeta professor José Régio

Por caminhos só rectos, não sei ir.
Nos ínvios por que vou, não sei ficar.
Suspenso do passado e do porvir,
Venho e vou!, venho e vou!, não sei parar.



Sonho-te! Para te humilhar 
E me vingar da tua ausência, 
Nesse instante supremo, estrídulo, e vulgar, 
Em que o delírio atinge o cúmulo da urgência.


Na voz do mar só me ouço a mim, que choro;
Nos lamentos do vento, a mim me escuto;


Sim!, só a mim me entrego e me possuo,
Porque eu me basto para achar o mundo!


Tudo o que penso de mim, 
A minha boca o gritou.


Tinha alegrias profundas, 
Só comparáveis 
Aos meus desânimos… 
…Tenho-as.


Ah, se eu pudesse dizer tudo! E calo 
Cousas íntimas, novas, insondáveis e subtis, 
Todo esse mundo que desminto quando falo, 
Que eu valho…, mas pelo que a voz não diz.


Ai vida sem alegria,
Sem desespero nem nada!...
A gente deita-se..., é noite;
Levanta-se a gente..., é dia;


JOSÉ RÉGIO, pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira, foi um escritor, poeta, dramaturgo, romancista, novelista, contista, ensaísta, cronista, crítico, autor de diário, memorialista, epistológrafo e... (saiba mais, aqui)

Versos retirados do livro "Cântico Negro".

Fotos tiradas no paredão de Cascais.


16 novembro, 2020

Sou Dragão, no zodíaco chinês!


Sou do signo VirgemDRAGÃO no zodíaco chinês.
Dizem os entendidos neste assunto (sinceramente, não me interessa por aí além mas respeito quem muito se interessa) que Dragão é um dos signos mais fortes e afortunados do Zodíaco chinês. Hum, hum!!!
Estes dois dragões foram comprados no país do sol nascente, com a promessa (do vendedor) de muita saúde, luz e serenidade, tudo o que necessito para levar a vida sorrindo.
Confesso que gosto de os olhar, apesar do sobressalto que sempre me causam os seus dentes afiados.


E você, sabe qual é o seu signo? Se não sabe procure aqui: https://www.horoscopochines.net/
Se pretender saber mais sobre o zodíaco chinês, leia aqui: Wikipédia

(Cá em casa eu sou Dragão e o maridão é Rato. Não queira saber o rebuliço que para aqui vai!)






Viagem à China (Pequim, Xi'an, Xangai, Cantão, Guanzhou, Hong Kong, Macau), em 2006.

13 novembro, 2020

A "peste" - Albert Camus

Ah! Se fosse um tremor de terra... Um boa sacudidela e não se fala mais nisso. Contam-se os mortos, os vivos e pronto. Mas esta porcaria desta doença! Até os que a não têm trazem-na no coração.
Sinopse: 
Na manhã de um dia 16 de Abril dos anos 1940, o doutor Bernard Rieux sai do seu consultório e tropeça num rato morto. Este é o primeiro sinal de uma epidemia de peste que em breve toma conta de toda a cidade de Orão, na Argélia. Sujeita a quarentena, esta torna-se um território irrespirável e os seus habitantes são conduzidos até estados de sofrimento, de loucura, mas também de compaixão de proporções desmedidas. 

“Houve no mundo tantas pestes como guerras. E, contudo, as pestes, como as guerras, encontram sempre as pessoas igualmente desprevenidas. (…) Quando rebenta uma guerra, as pessoas dizem: «Não pode durar muito, seria estúpido.» E, sem dúvida, uma guerra é muito estúpida, mas isso não a impede de durar. A estupidez insiste sempre e compreendê-la-íamos se não pensássemos sempre em nós. Os nossos concidadãos, a esse respeito, eram como toda a gente: pensavam em si próprios. Por outras palavras, eram humanistas: não acreditavam em flagelos. O flagelo não está à medida do Homem; diz-se então que o flagelo é irreal, que é um mau sonho que vai passar. Ele, porém, não passa, e de mau sonho em mau sonho, são os homens que passam e os humanistas em primeiro lugar, pois não tomaram as suas precauções. Os nossos concidadãos não eram mais culpados do que os outros. Apenas se esqueciam de ser modestos e pensavam que tudo era ainda possível para eles, o que pressupunha que os flagelos eram impossíveis. Continuavam a fazer negócios, preparavam viagens e tinham opiniões. Como poderiam ter pensado na peste, que suprime o futuro, as viagens e as discussões? Julgavam-se livres e nunca ninguém será livre enquanto existirem flagelos.” 
 
««Doutor, salve-o!» (...) «O senhor não tem coração», disseram-lhe um dia. Sim, ele tinha um coração. Servia-lhe para suportar as vinte horas por dia em que via morrer homens que haviam sido feitos para viver. »

«O gráfico dos progressos da peste, com a sua subida incessante, depois o longo planalto que lhe sucedera, parecia inteiramente reconfortante (…) na realidade, nada se podia prever, dado que a história das epidemias comportava saltos imprevistos.»

«O dia de Todos os Santos, nesse ano, não foi o que era costume (…) os cemitérios estavam desertos.»

- Tens medo, mãe?
- Na minha idade já se tem medo de pouca coisa.
- Os dias são mais compridos e eu agora nunca estou em casa.
- Não me faz diferença esperar, desde que saiba que vais chegar.

Ufa! Não foi fácil!
Agora, porque palavras minhas aqui não fariam qualquer sentido, digo apenas que "A Peste" - uma parábola de ressonância intemporal, um romance magistralmente construído, uma história arrebatadora sobre o horror, a sobrevivência e a resiliência do ser humano  -  foi publicado em 1947, repito, em 1947.
Leia. Se eu consegui ler, também conseguirá.

A peste, de Albert Camus - Prémio Nobel de Literatura, 1957
Livros do Brasil/Porto Editora, 2016
261 págs.

10 novembro, 2020

"há praias onde vale a pena morrer" (*)






















(*) Frase retirada do romance "O gesto que fazemos para proteger a cabeça" , de Ana Margarida de Carvalho.


Viagem à Jamaica (ClubHotel Riu Ocho Rios), em 2012.
Na terceira maior ilha do Caribe as praias têm um colorido estonteante: areia fina e branca, mar azul-turquesa cristalino, palmeiras verdes manchadas de amarelo. 
Praias inesquecíveis, lugares onde vale a pena... voltar!