Não se deve confundir o instrumento com quem o usa.
O instrumento é o cérebro; o seu utilizador é o Ser infinito, que se exprime sob diferentes formas.
“O reino dos céus não é um sítio remoto numa parte longínqua do Universo: é um estado de alma e de consciência. A felicidade é igual. A maioria das pessoas diz: “Sou feliz porque… porque tenho família e amigos, porque tenho um bom emprego, porque tenho dinheiro e segurança.” Todas estas razões para a felicidade são frágeis, podem desaparecer como a brisa que passa. E quando a felicidade nos foge, muitas vezes procuramos a satisfação no consumo de certas substâncias ou em comportamentos menos saudáveis, na esperança inconsciente de encontrar a alegria. Mas as causas externas da felicidade nunca produzem verdadeira alegria. A alegria é um estado de espírito interno que determina a nossa perceção e experiência do mundo. A fonte interna da alegria – a nossa ligação ao Criador, a nossa origem, o nosso eu interior – é a causa, a felicidade é o efeito. Se perdeu o contacto com a sua fonte interna de alegria, se a felicidade que sente tem sempre origem em coisas exteriores a si, então está à mercê de cada situação que vive e de cada pessoa que conhece. O tipo de felicidade que estas causas lhe podem fazer sentir é sempre fugidio. Vedanta, um dos mais antigos filósofos do mundo, dizia que a felicidade por um dado motivo não passa de uma forma de infelicidade, porque o motivo pode desaparecer a qualquer momento. Ser feliz por motivo nenhum é o tipo de felicidade que devemos desejar sentir.”
Este foi o primeiro livro que li de Deepak Chopra.
Uma leitura bem diferente do habitual, que acabou por se revelar interessante e muito enriquecedora.
Sabe bem variar!
Deepak Chopra (Nova Deli, 1947), é médico, professor de ayurveda, espiritualidade e medicina corpo-mente.
Radicado nos Estados Unidos, chamado pela revista Time “poeta e profeta das medicinas alternativas”, é autor de vários livros de auto-ajuda, e mundialmente reconhecido como um dos gurus da saúde holística.
