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07 outubro, 2011

"C" - Tom McCarthy

Ao respirar, vivemos; ao falar, comungamos do sublime. Nas nossas conversas uns com os outros – quando ouvimos e respondemos – criamos as nossas ligações: amizades, inimizades e amores.
Ao longo de 395 páginas, repartidas por quatro capítulos, Cde Carbon: o elemento básico da vida - dá-nos a conhecer a fantástica mas curta vida de Serge Carrefax (1898-1922), uma vida marcada pelos mistérios da comunicação, num período em que o mundo passa por grandes mudanças e tragédias.
Coifa – o 1º capítulo, descreve a infância de Serge em Versoie, na província inglesa, num ambiente familiar único: o pai é um homem fascinado pelas experiências com as comunicações sem fio, que ao mesmo tempo dirige uma escola para crianças surdas; a mãe é responsável pela produção de seda; a irmã, com quem ele tem uma relação que o marcará para toda a vida, domina a química, a botânica e a criptografia.
Após a morte estranha da irmã, Serge deixa a casa da família e busca numa estância termal remédio para os seus problemas de saúde.
Chuto – o 2º capítulo, o eclodir da I Guerra Mundial leva Serge a ingressar na Academia da Força Aérea. Vai pilotar um avião que ao sobrevoar o lado alemão emite sinais codificados que guiarão as bombas inglesas para os alvos inimigos. Descobre a cocaína e começa a andar permanentemente dopado.
Colisão – o 3º capítulo, a guerra acaba e Serge viaja compulsivamente entre Versoie e Londres, como se ao ”andar bastante de um lado para o outro o mundo se arrumasse à sua volta”. Em Londres estuda arquitectura, trabalha no Ministério das Comunicações e “perde-se” em sessões de espiritismo e nos prazeres do sexo e das drogas.
Chamada – o 4º capítulo, Serge parte para a derradeira aventura no Egipto. Sempre ligado às comunicações é convidado para colaborar na montagem da rede de comunicações sem fios do Império Britânico. Morre em 1922, o ano da fundação da BBC.
Tom McCarthy, considerado “uma das vozes mais originais da sua geração”, não me entusiasmou.
Achei a sua escrita inteligente mas demasiado descritiva, explicativa e até repetitiva.
Achei, também, que este é um livro super colorido. Veja abaixo como cheguei a esta conclusão.

C, de Tom McCarthy
Editorial Presença, 2011
Tradução de Maria João da Rocha Afonso
395 págs.

"C" - Tom McCarthy (curiosidades)

Apercebi-me, logo na primeira página do livro, que o autor usava e abusava das cores: pássaros negros, mala castanha, aparelho… preto, papel amarelo, frutos brancos entre folhagem verde e vermelha
A partir daí fui anotando as cores que iam aparecendo ao longo do texto e o resultado foi este:


Cor
1º Capítulo
2º Capítulo
3º Capítulo
4º Capítulo
Total
negro
22
14
2
22
60
preto
7
3
3
3
16
amarelo
5
10
2
1
18
laranja
4
5

1
10
cinzento
7
2
1
1
11
branco
18
16
4
10
48
encarnado
1


1
2
verde
8
7
3
3
21
azul
14
7
4
4
29
vermelho
17
15
5
3
40
dourado
3
1

1
5
roxo
2


1
3
prateado
2


1
3
castanho
9
10

1
20
carmesim
3


2
5
lilás

1


1
violeta

1


1
púrpura



1
1
rosa



1
1

Certamente que deixei passar muitas outras, mas estas bastam para eu dizer que cor é coisa que não falta a este livro de Tom McCarthy.
Que me desculpe o autor esta brincadeira.