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18 setembro, 2015

"O poder do agora" - Eckhart Tolle

"Há mais de trinta anos que um pedinte se sentava na berma de uma estrada. Um dia, passou por ali um estranho. “Dá-me uma moedinha?” pedinchou o pobre, estendendo automaticamente o seu velho boné de basebol. “Não tenho nada para te dar”, disse-lhe o estranho. Depois perguntou: “O que é isso em que estás sentado?” “Nada”, respondeu o pedinte. “Apenas uma caixa velha. Sento-me nela desde que me lembro.” “Algum dia viste o que tem dentro?”, Tornou o estranho. “Não”, respondeu o pobre. “De que me serviria?” Não há nada lá dentro.” “Vê o que tem dentro”, insistiu o estranho. O pedinte conseguiu forçar a tampa. Com surpresa, incredulidade e exaltação, verificou que a caixa estava cheia de ouro.
Eu sou aquele estranho que não tem nada para lhe dar, mas que lhe diz para olhar para dentro. Não para dentro de uma caixa qualquer, como na parábola, mas para dentro de uma coisa ainda mais próxima: para dentro de si.
«Mas eu não sou um pedinte», dirá você.
Todos aqueles que não encontraram a sua verdadeira riqueza, que é a radiosa alegria do Ser e a paz profunda e inabalável que a acompanha, são pedintes, por maior que seja a fortuna material que possuem. Esses, para terem valor, segurança ou amor, procuram fora de si vislumbres de prazer ou de realização pessoal, enquanto que dentro de si próprios possuem um tesouro que não só inclui todas aquelas coisas, mas é também infinitamente maior do que tudo o que o mundo tem para lhes oferecer."

Este livro de Eckhart Tolle é arrebatador.
De forma simples e concisa ensina a combater as ilusões da mente, que nos levam a criar os nossos próprios problemas.
A experiência deste tipo de leituras é sempre proveitosa e gratificante.
Mudar comportamentos e escolher novos caminhos é algo espinhoso, mas...há que tentar.
Tentar sempre!

01 fevereiro, 2011

"Um novo mundo" - Eckhart Tolle

Em 2008 a minha cunhada, Fandy, falou-me deste livro. O seu entusiasmo foi tanto, que me levou a comprá-lo, lê-lo, anotá-lo e guardá-lo, na estante dos livros a que volto com alguma regularidade.

“A vida é sempre agora. Toda a nossa vida se desenrola neste constante Agora. Até os momentos passados ou futuros só existem se nos lembrarmos deles ou se os anteciparmos, e fazemo-lo pensando neles no único momento que existe: o momento presente.
O momento presente é útil como um meio para atingir um fim. Conduz-nos a um momento futuro que é considerado mais importante, apesar de o futuro nunca existir a não ser na forma do momento presente, não passando, por isso, de um pensamento na nossa cabeça. Por outras palavras, nunca estamos plenamente aqui porque estamos sempre ocupados a tentar chegar a outro sítio.”

“Quando você começa a pensar que conseguiu atingir o seu objectivo ou que pertence aqui, o movimento de retorno inicia-se. Talvez as pessoas que lhe são próximas comecem a morrer, pessoas que faziam parte do seu mundo. Depois, a sua forma física enfraquece; a sua esfera de influência diminui. Em vez de se tornar mais, você torna-se agora menos… O seu mundo começa a contrair-se e você pode pensar que já não controla as coisas. Em vez de agir sobre a vida, é a vida que agora age sobre si, reduzindo lentamente o seu mundo. A consciência que se identifica com a forma está agora a viver o seu ocaso, a dissolução da forma. É então que, um dia, também você desaparece.
A vida de cada pessoa representa um mundo, uma forma única de experiência… e quando essa forma se dissolve há um mundo que chega ao fim – um entre inúmeros mundos."

Um novo mundo, de Eckhart Tolle
Pergaminho, 2006
259 págs.