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19 novembro, 2019

E qual é a palavra, qual é? SOLIDÃO, pois então!


Hoje são 7 + 1 as frases desta publicação.
As seis primeiras sublinhei-as em livros que li.
A sétima é minha (logo se nota, pois me falta saber, engenho e arte para dar voz a sentimentos).
A oitava será a sua frase, se aqui a quiser deixar. Prometo, que lá de baixo voará para o meu jardim de  "Pétalas de Sabedoria".
E qual é a palavra, qual é? Solidão, pois então!


1. "Há dois géneros essenciais de solidão: a de não termos encontrado ninguém a quem amar, e a de termos sido privados das pessoas que amávamos. A primeira é pior."
(Julian Barnes, escritor inglês (1946-), in “Os níveis da vida”, Ed. Quetzal, 2013)


2. "O amor salva-nos da solidão, a pior condenação da velhice."
(Isabel Allende escritora chilena (1942-), in “De amor e de sombra”, Ed. Difel, 1984)


3. "A característica daquilo a que chamamos loucura é a solidão, mas uma solidão monumental."
(Rosa Montero, escritora espanhola (1951-) in “A ridícula ideia de não voltar a ver-te”, Porto Editora, 2015)


4. "O ser humano não é mais do que solidão. Uma solidão rodeado de solidões."
(Milan Kundera, escritor checo (1929-), in “A festa da insignificância”, Ed. D. Quixote, 2014)


5. "Associa-te às pessoas mais nobres que puderes encontrar; 
lê os melhores livros; convive com os poderosos; 
mas aprende em solidão a ser feliz."
(Saul Bellow, escritor americano (1915-2005), in “Ravelstein”, ed. Teorema, 2001)
Prémio Nobel de Literatura, 1976


6. "A solidão é difícil de evitar. Seja em que sítio for."
(Michael Cunningham, escritor norte-americano (1952-), in “Uma casa no fim do mundo”, Ed. Gradiva, 2001)


7. "Solidão eu não defino, mas sinto. Rói meu coração!" 
(Teresa Dias)


8. ....
"Solidão é quando olhando para dentro de nós mesmas, não vemos nenhuma voz para conosco conversar, nem mais somos capazes de ver as belezas dos céus, das flores e do SOL interior... Essa é fatal!"  

"Quando a noite acontece nos meus olhos e uma estrela vem morrer na minha mão acendo os sonhos e canto a enganar a solidão enquanto não amanhece. No olhar de uma mulher a lua não adormece…"
(Graça Pires, http://ortografiadoolhar.blogspot.com/)

"A solidão nem sempre reflete a ausência de pessoas, mas sim a falta de conexão com elas. Por isso algumas pessoas se sentem sós no meio de uma multidão."
(Catarina, http://contempladoraocidental.blogspot.com/)

"Solidão é aquela florzinha, débil, triste e sozinha, mas que um dia, contra tudo e contra todos, ergue a cabeça, floresce e sorri ao sol logo que aparece."
(Emília Pinto, http://comecardenovopt.blogspot.com/)

"Quando estamos de bem com nós próprios, a SOLIDÃO é a benção de um deus desconhecido... e de grande criatividade‼"
(Teresa, http://ematejoca-ematejoca.blogspot.com/)

"A solidão é lugar de duas faces. Há solidão apetecida, o tempo de silêncio só nosso, lugar, mental ou real, onde descansamos do mundo e de nós no mundo. Essa é a solidão fértil, que equilibra e potencia, de onde renascemos. E há a solidão vulgar do desapreço e esquecimento, solidão que não dói apenas por ser sozinha; é o facto de ser perene e excluir a esperança que a envenena. É o lado da tristeza sem horizonte."
(Bea, http://erva-principe.blogspot.com/)

"Solidão da alma é uma morte prematura da alegria de viver."
(Roselia Bezerra, https://espiritual-marazul.blogspot.com/)

"(Solidão) A pior "doença" do Mundo !!!"
(Ricardo Santos, https://opactoportugues.blogspot.com/)

"Solidão é a sensação de amputação de um órgão que me faz limitar."
(Toninho, https://mineirinho-passaredo.blogspot.com/)


(Fotos da net.)

01 dezembro, 2016

6º aniversário do "rol de leituras"


“Associa-te às pessoas mais nobres que puderes encontrar; lê os melhores livros; convive com os poderosos; mas aprende em solidão a ser feliz.”
Saul Bellow, escritor americano (1915-2005), in “Ravelstein”, Ed. Teorema, 2001

Mais um ano, que passou num ápice, e eis que o meu "rol de leituras" celebra o seu 6º aniversário.
Este não foi um ano fácil. Foi, aliás, bastante complicado. Pensei em desistir do meu rol, mil vezes.
2016 foi um ano difícil, com problemas relacionados com a saúde de familiares a deixarem-me angustiada, sem tranquilidade nem motivação para a leitura.
Hoje, no exacto dia do 6º aniversário do “rol de leituras”, ainda não sei o que fazer: continuar, ou ficar por aqui?
Os livros que acabaram empilhados sem serem lidos, com o último romance de Philip Roth a “olhar para mim”, instigam-me a continuar. Vou ter que decidir.
Hoje, não! Hoje vou festejar, começando a ler: “Numa casca de noz”, de Ian McEwan, depois, “salto” para Philip Roth, depois…

Obrigada a todos os que passaram por aqui.
Obrigada pela motivação e pela força.
Obrigada do coração.
Por favor leiam.
Abraço.

31 dezembro, 2014

Viver (e ler) é formidável! Bom 2015 para todos!


Estar vivo é formidável...
"A rainha da neve", de Michael Cunningham, Ed. Gradiva, 2014

... temos de nos conformar com aquilo que somos...
"As velas ardem até ao fim", de Sándor Márai, Ed. Dom Quixote, 2001

... amanhã correremos mais depressa...
"O grande Gatsby", de F. Scott Fitzgerald, Ed. Presença, 1985

... lê os melhores livros...
"Ravelstein", de Saul Bellow, Ed. Teorema, 2001

... lendo, fica-se a saber quase tudo...
"A caverna", de José Saramago, Ed. Caminho, 2005


Foto tirada da net.

31 dezembro, 2013

2013 está a terminar... viva 2014!

 UM EXCELENTE 2014 PARA TODOS

Os dias são longos, mas os anos são curtos... diz Gretchen Rubin, em "Projecto felicidade".
Eu, infelizmente (ou felizmente?!), tenho de concordar.
Teresa, isso assusta-te?
NÃO! SIM!
Bem, o melhor é brindares à chegada de mais um ano, e pedir que traga, paz, saúde, amor e… muitos livros.
 
A vida foge-nos... diz Saul Bellow, em “Ravelstein”.
Eu, infelizmente (ou felizmente?!), tenho de concordar.
Teresa, continuas assustada?
NÃO! SIM!
Bem, tem calma. Agora que já brindáste e fizeste o teu pedido para 2014, vamos ambos...
 
Pendurar um poema e atravessar com ele a noite inteira sem sequer nos darmos conta de que se fez noite... como diz Valter Hugo Mãe, em "A Desumanização".
Hum! Parece-me bem. 
Gostei de falar contigo, senso comum.
(Será que ando a ler demasiadas histórias de Saramago?!)

27 setembro, 2013

Frases soltas... "Ravelstein" de Saul Bellow

“O cérebro é um espelho e reflete o mundo”.

“Aprendi tarde na vida o tonto que é insistir em que estamos certos.”

“A vida foge-nos.”

“O coração é um mistério… leal na sua função desde o útero até ao nosso último suspiro.”

“Quanto mais envelhecemos, piores se tornam as descobertas que fazemos acerca de nós próprios.”

“… dos escritores, esperamos que nos façam rir ou chorar.”

“Um homem devia ser capaz de ouvir, e de aguentar, e de ultrapassar, o pior que pudesse ser dito dele.”

“Hoje em dia já nada no plano sexual é proibido, mas o desafio é mantermo-nos nós próprios no meio da anarquia sexual.”

“Associa-te às pessoas mais nobres que puderes encontrar; lê os melhores livros; convive com os poderosos; mas aprende em solidão a ser feliz.”

“Não podemos aplicar a tudo a nossa medida humana.”
 
(Foto tirada da net)

12 julho, 2013

"Ravelstein" - Saul Bellow

Com a ajuda de Eros vamos caminhando, cada um de nós, em busca da metade que nos falta.
Comecei por ler a sinopse na livraria e fiquei curiosa. Diz assim:
Abe Ravelstein é um brilhante professor de uma das melhores universidades do Midwest e um homem que se gaba de educar os que mexem os cordelinhos do mundo da política.
Viveu sempre à grande e muito acima dos seus meios. O seu íntimo amigo Chick sugeriu-lhe um dia que escrevesse um livro, expondo as suas convicções acerca das ideias que suportam a humanidade, ou a matam e, para grande surpresa de Ravelstein, ele escreve na realidade esse livro e torna-se milionário.
Durante uma viagem a Paris, para comemorar o êxito do revolucionário livro de Ravelstein, luxuosamente instalados no Hotel Crillon, os dois amigos partilham os seus pensamentos acerca da morte, da filosofia e da história, do amor e dos amigos, velhos e novos, e memórias rocambolescas de um passado já remoto. O clima torna-se mais sombrio, depois de ambos terem regressado a Midwest. Ravelstein não resiste à SIDA e o próprio Chick escapa por pouco à morte.
E mais à frente:
Ravelstein… é uma viagem através do amor e da memória. É um livro corajoso, sombrio e desoladamente divertido: uma elegia à amizade e às vidas bem (ou mal) vividas.
Bastou para me convencer.
Já em casa não lhe peguei de imediato, mas quando o fiz…li-o sem parar e quase gastei um lápis, por tanto o sublinhar.
Este excelente romance / biografia (?) é o relato dos últimos dias de vida do professor Abe Ravelstein (ou será, antes, Allan Blooom, judeu, homossexual e amigo de Saul Bellow?).
O narrador é Chick, (ou será antes, Saul Bellow?) seu colega, grande amigo e confidente, a quem ele pede que escreva sobre a sua vida.
Mas que grande Ravelstein…
…ele vivia o amor como sendo possivelmente a mais elevada bênção da humanidade. Uma alma despojada de desejo era uma alma deformada, privada do seu maior bem, ferida e morte.
…ele vivia pelas suas ideias. O seu saber era real, ele podia documentá-lo, capítulo e verso.
… ele não aceitava o vazio e o aborrecimento. Tão pouco a depressão era tolerada. Não pactuava com maus estados de espírito.
…ele estava ciente, de um modo obsessivo, do que era ser soterrado sob as suas faltas e erros. Mas, antes de se afundar, ele descrever-nos-ia a caverna de Platão.
… ele expusera as falhas do sistema do qual fazia parte, o vazio do seu historicismo, a sua permeabilidade ao niilismo europeu.
…ele não era grande conhecedor do que os americanos chamam “as artes visuais.” Os quadros estavam ali porque as paredes tinham sido feitas para as pinturas e as pinturas para as paredes.
… ele era seropositivo, e estava a morrer de complicações afins.
Gostei muito e aconselho a leitura deste magnífico romance.
Mais não posso, aliás, não devo, dizer.
… dos escritores, esperamos que nos façam rir ou chorar.
Saul Bellow fez-me pensar.
Na vida.
 
Ravelstein, de Saul Bellow
Ed. Teorema, 2002
Tradução de Rui Zink
227 págs.