"Não há mudez mais absoluta que a dos corpos nus que não são capazes de comunicar. (...) Ah, o triste silêncio dos corpos fartos de se verem. Dos corpos que se ignoram por completo."
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03 março, 2020
18 fevereiro, 2020
07 fevereiro, 2020
Memórias recuperadas: moda e fotografia!
(blusa estampada, 1990)
"Não pense muito nas tendências. Não deixe que a moda a possua, mas decida o que você é e o que prentende expressar através da maneira como se veste e da maneira como vive a sua vida."
Gianni Versace, designer de moda italiano (1946-1997)
Se dúvidas eu tivesse, estas fotografias (e muitas outras) de «euzinha», tiradas nos anos noventa e esquecidas numa caixa de cartão no fundo de um armário, comprovam que foi no estilo marcante da década de noventa que se inspiraram os criadores da moda actual.
Foi um encantamento encontrar-me com elas e comigo, pois então! Recordei o instante exacto de cada disparo da máquina fotográfica, quando foram tiradas, onde foram tiradas, quem as tirou. Recordei, deliciada, instantes da minha vida pessoal e profissional (que marcas boas deixou em mim aquele mês de trabalho na Guiné-Bissau...).
Fotografias são uma prova de vida. E estas são sim fragmentos da minha vida, livres de quaisquer efeitos da passagem do tempo.
Sem pingo de nostalgia, mas com uma certa tristeza (confesso), por momentos quedei-me hirta pensando no quanto mudei, momentos apenas, pois logo gritei (a sério que gritei): VIVA! Continuo viva, saudável, fiel aos meus valores, e feliz! (continuei gritando...) E não sou, nem nunca fui, fanática por moda!
(Vá, a memória já me prega algumas partidas, natural, não?!)
Pois então, foi para «memória futura» que decidi digitalizar estas fotografias (poderiam ser tantas outras) e «estampá-las» aqui no Rol. Talvez me inspirem a perder pelo menos metade dos quilos que ganhei. As rugas não me incomodam, são páginas do meu livro de vida, lembranças doces ou amargas, marcas do tempo, e o tempo é precioso!
Uma das fotografias é prova de uma lembrança doce e amarga: a doce celebração do meu 40º aniversário; a amarga ausência do maridão, longe, muito longe. A trabalhar, claro!
E, sem falha de memória, garanto que naquele exacto dia eu pesava: 51 quilos. Saudades daquele peso? Nunca, jamais, saudades eu só tenho dos que amo e do tempo que não vivi intensamente.
Olhar fotografias antigas é gostoso demais. Verdade!
Uma das fotografias é prova de uma lembrança doce e amarga: a doce celebração do meu 40º aniversário; a amarga ausência do maridão, longe, muito longe. A trabalhar, claro!
E, sem falha de memória, garanto que naquele exacto dia eu pesava: 51 quilos. Saudades daquele peso? Nunca, jamais, saudades eu só tenho dos que amo e do tempo que não vivi intensamente.
Olhar fotografias antigas é gostoso demais. Verdade!
(calça legging, 1990)
(calça legging, 1991 / saia de malha plissada, 1991)
(blazer com enchumaços, 1992 / saia calção, 1992)
(vestido abotoado à frente, 1993)
(vestido lycra, 1994 / casacão xadrez, 1995)
(calções compridos com cintura subida, 1995)
(macacão, 1997)
Deixei esta fotografia para o fim e propositadamente desfoquei-a um pouco. Eu, com o Carlos, algures no centro de Moçambique, no distante 1991.
Reparem no que tenho ao ombro. Sim, sim, é uma confortável e prática mochila, em pele muito macia, recordo. Levava dentro tudo e mais alguma coisa!
Pois não é que as mochilas voltaram a ser «moda» e conquistam espaço com uma infinidade de cores e modelos?
Confesso, não acho piada nenhuma às mochilas pequeninas e, pior, cobertas de tachas.
(fotos da net)
Agora anote: os calções, mais compridos e amplos, em tons neutros ou estampados, cintura subida, com pregas, bolsos, folhos ou aplicações, vão estar em alta na primavera/verão 2020. E as mochilas vão continuar «na berra», pois então!
"A melhor coisa sobre uma fotografia é que ela não muda mesmo quando as pessoas mudam."
Handy Warhol, pintor e cineasta americano (1928-1987)
04 fevereiro, 2020
Palavras sublinhadas - Julian Barnes
"À medida que envelhecemos, o coração deixa cair as folhas como uma árvore. Nada resiste contra certos ventos. Cada dia arranca umas folhas mais; e depois há as tempestades, que de uma só vez partem vários ramos. E enquanto o verde da natureza cresce na primavera seguinte, o do coração não volta a crescer."
Queridas amigas(os), a minha filhota apareceu para passar connosco poucos, pouquíssimos dias: chegou domingo, regressa a Inglaterra já na quinta-feira.
Eu regressarei ao vosso convívio logo no dia seguinte.
O meu coração de mãe palpita de amor, alegria, emoção.
Beijos e abraços.O meu coração de mãe palpita de amor, alegria, emoção.
(fotos da net)
19 novembro, 2019
E qual é a palavra, qual é? SOLIDÃO, pois então!

Hoje são 7 + 1 as frases desta publicação.
As seis primeiras sublinhei-as em livros que li.
A sétima é minha (logo se nota, pois me falta saber, engenho e arte para dar voz a sentimentos).
A oitava será a sua frase, se aqui a quiser deixar. Prometo, que lá de baixo voará para o meu jardim de "Pétalas de Sabedoria".
E qual é a palavra, qual é? Solidão, pois então!
1. "Há dois géneros essenciais de solidão: a de não termos encontrado ninguém a quem amar, e a de termos sido privados das pessoas que amávamos. A primeira é pior."
(Julian Barnes, escritor inglês (1946-), in “Os níveis da vida”, Ed. Quetzal, 2013)
2. "O amor salva-nos da solidão, a pior condenação da velhice."
(Isabel Allende escritora chilena (1942-), in “De amor e de sombra”, Ed. Difel, 1984)
3. "A característica daquilo a que chamamos loucura é a solidão, mas uma solidão monumental."
(Rosa Montero, escritora espanhola (1951-) in “A ridícula ideia de não voltar a ver-te”, Porto Editora, 2015)
4. "O ser humano não é mais do que solidão. Uma solidão rodeado de solidões."
(Milan Kundera, escritor checo (1929-), in “A festa da insignificância”, Ed. D. Quixote, 2014)
5. "Associa-te às pessoas mais nobres que puderes encontrar;
lê os melhores livros; convive com os poderosos;
mas aprende em solidão a ser feliz."
(Saul Bellow, escritor americano (1915-2005), in “Ravelstein”, ed. Teorema, 2001)
Prémio Nobel de Literatura, 1976
6. "A solidão é difícil de evitar. Seja em que sítio for."
(Michael Cunningham, escritor norte-americano (1952-), in “Uma casa no fim do mundo”, Ed. Gradiva, 2001)
7. "Solidão eu não defino, mas sinto. Rói meu coração!"
(Teresa Dias)
8. ....
"Solidão é quando olhando para dentro de nós mesmas, não vemos nenhuma voz para conosco conversar, nem mais somos capazes de ver as belezas dos céus, das flores e do SOL interior... Essa é fatal!"
(Chica, http://ceuepalavras.blogspot.com/)
"Quando a noite acontece nos meus olhos e uma estrela vem morrer na minha mão acendo os sonhos e canto a enganar a solidão enquanto não amanhece. No olhar de uma mulher a lua não adormece…"
(Graça Pires, http://ortografiadoolhar.blogspot.com/)
"A solidão nem sempre reflete a ausência de pessoas, mas sim a falta de conexão com elas. Por isso algumas pessoas se sentem sós no meio de uma multidão."
(Catarina, http://contempladoraocidental.blogspot.com/)
"Solidão é aquela florzinha, débil, triste e sozinha, mas que um dia, contra tudo e contra todos, ergue a cabeça, floresce e sorri ao sol logo que aparece."
(Emília Pinto, http://comecardenovopt.blogspot.com/)
"Quando estamos de bem com nós próprios, a SOLIDÃO é a benção de um deus desconhecido... e de grande criatividade‼"
(Teresa, http://ematejoca-ematejoca.blogspot.com/)
"A solidão é lugar de duas faces. Há solidão apetecida, o tempo de silêncio só nosso, lugar, mental ou real, onde descansamos do mundo e de nós no mundo. Essa é a solidão fértil, que equilibra e potencia, de onde renascemos. E há a solidão vulgar do desapreço e esquecimento, solidão que não dói apenas por ser sozinha; é o facto de ser perene e excluir a esperança que a envenena. É o lado da tristeza sem horizonte."
(Bea, http://erva-principe.blogspot.com/)
"Solidão da alma é uma morte prematura da alegria de viver."
(Roselia Bezerra, https://espiritual-marazul.blogspot.com/)
"(Solidão) A pior "doença" do Mundo !!!"
(Ricardo Santos, https://opactoportugues.blogspot.com/)
"Solidão é a sensação de amputação de um órgão que me faz limitar."
(Toninho, https://mineirinho-passaredo.blogspot.com/)
(Fotos da net.)
12 novembro, 2019
Imagens e palavras: "borboletas"
Leilão de Jardim
Quem me compra um jardim com flores?
borboletas de muitas cores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nos ninhos?
(Cecilia Meireles, jornalista, escritora e professora brasileira (1901-64))
(Rubem Alves, teólogo, pedagogo, poeta e filósofo brasileiro (1933-2014)
(Fotos de A. Gomes. Obrigada, amigo!)
08 novembro, 2019
Conselhos para uma vida saudável...

Há muitos anos, tantos que não recordo quantos, li, gostei e guardei estes conselhos para uma vida saudável, do japonês Michio Kushi (1926-2014), à data líder da comunidade macrobiótica internacional:
"Dar um passeio ao ar livre; deitar-se antes da meia-noite; beber água fresca.
E cantar uma canção. Todos os dias. Em voz alta!"
Sigo-os?
Hum, ando a passo apressado no paredão (dia sim, dia não, não, não, dia sim...); deito-me pouco depois da meia-noite (demoro a adormecer); bebo água fresca que baste; mas cantar...não canto não!
Não canto porque não sei, mas oiço música todos os dias. Alto! Neste exacto momento estou a ouvir Melhor de mim, cantada por Mariza. Muito alto!
Obviamente, eu tento manter-me fisicamente saudável, com uma dieta equilibrada em todos os nutrientes essenciais; tento fazer uma hora de exercício físico pelo menos 3 vezes por semana (já passei a idade das 5 vezes por semana, que fiz, acreditem!); tento dormir bem.
Eu tento, mas mesmo tentando tanto, a minha barriga está longe de estar lisa; as articulações chiam; o cabelo perdeu o brilho; os olhos perderam tamanho; a pele começa a encarquilhar; as unhas partem; as insónias não param de me atormentar; e por aí fora... Um drama!
Tenho em casa dois objectos medonhos: o espelho e a balança. Para o espelho deixei de olhar. A balança tolero-a (mas odeio-a)! Sabem que ela se ri de mim? É, mas eu vingo-me atirando-me cada vez mais pesada para cima dela. E quando olho para baixo, e vejo o que não gosto de ver, o meu riso enraivecido abafa o da malvada. Uma vez por semana olho-a de cima para baixo e nem 500, nem 400, nem 300, nem 200, nem sequer 100 g de peso perdido ela me mostra. Já 100 g de peso a mais (basta eu comer um simples pastel de nata) ela mostra-o descaradamente. Claro que na semana seguinte privo-me de guloseimas e lá perco os 100 g.
Esta luta dura há vários anos! Sorte, sorte minha, é que estou aprendendo a aceitar este meu EU! Mas não é fácil, acreditem!
Análises e exames médicos dizem que está tudo bem. E isso devia bastar-me, mas não, quero caber em roupa de há dez anos, actualíssima agora, pois então! Nem os pés me cabem nos sapatos do ano anterior pois incharam e cresceram, engordaram, eu sei lá!
Que vida esta! Por mais que caminhe, salte, pedale, me baixe e levante; por mais frutas e verduras e cereais e frutos vermelhos que eu coma, o peso não diminui uma graminha. Então, frustrada, desanimada e cansada, derramo-me no sofá e ataco pastéis de nata!
Manter-me mentalmente saudável é mais fácil: RIR é o meu melhor remédio. Rir de tudo, de todos, mas principalmente de mim! E eu riu, riu, riu. (E choro, também!)
Eu tento, mas mesmo tentando tanto, a minha barriga está longe de estar lisa; as articulações chiam; o cabelo perdeu o brilho; os olhos perderam tamanho; a pele começa a encarquilhar; as unhas partem; as insónias não param de me atormentar; e por aí fora... Um drama!
Tenho em casa dois objectos medonhos: o espelho e a balança. Para o espelho deixei de olhar. A balança tolero-a (mas odeio-a)! Sabem que ela se ri de mim? É, mas eu vingo-me atirando-me cada vez mais pesada para cima dela. E quando olho para baixo, e vejo o que não gosto de ver, o meu riso enraivecido abafa o da malvada. Uma vez por semana olho-a de cima para baixo e nem 500, nem 400, nem 300, nem 200, nem sequer 100 g de peso perdido ela me mostra. Já 100 g de peso a mais (basta eu comer um simples pastel de nata) ela mostra-o descaradamente. Claro que na semana seguinte privo-me de guloseimas e lá perco os 100 g.
Esta luta dura há vários anos! Sorte, sorte minha, é que estou aprendendo a aceitar este meu EU! Mas não é fácil, acreditem!
Análises e exames médicos dizem que está tudo bem. E isso devia bastar-me, mas não, quero caber em roupa de há dez anos, actualíssima agora, pois então! Nem os pés me cabem nos sapatos do ano anterior pois incharam e cresceram, engordaram, eu sei lá!
Que vida esta! Por mais que caminhe, salte, pedale, me baixe e levante; por mais frutas e verduras e cereais e frutos vermelhos que eu coma, o peso não diminui uma graminha. Então, frustrada, desanimada e cansada, derramo-me no sofá e ataco pastéis de nata!
Manter-me mentalmente saudável é mais fácil: RIR é o meu melhor remédio. Rir de tudo, de todos, mas principalmente de mim! E eu riu, riu, riu. (E choro, também!)
Charlie Chaplin dizia «um dia sem rir é um dia desperdiçado". Eu, estupidamente desperdiço alguns. E você?
Agora eu ri, oh, se ri!!!
Ria também!
(Já agora, conselhos para uma vida saudável eu aceito todos. E pastéis de nata, também!)
(Fotos da net.)
01 novembro, 2019
Em busca de algum conforto...
Há dias em que sentimentos como saudade, tristeza, desgosto, perda, consolo, se misturam e provocam em mim uma dor desigual, uma dor imensa, que nem a lembrança do amor que recebi dos que já perdi atenua. Hoje é um desses dias.
E só por isso, escolhi preencher este espaço com frases e imagens que recolhi aqui e ali, em busca de algum conforto.
Encontrei, claro! Nos livros encontro sempre! Conforto, sabedoria, e algum alívio de preocupações, medos, ansiedades e tristezas. Reparem que eu disse "algum". O que falta para o "todo" está dentro de mim. Mas eu nem sempre consigo desatar amarras. Coisas da vida!
Sejam felizes! Eu sou feliz! Mas hoje estou tristinha!
Sejam felizes! Eu sou feliz! Mas hoje estou tristinha!
“Há uma eternidade que não chorava, tinha ensinado a saudade a ter os olhos secos.”
(Herta Müller, escritora romena (1953-), in “Tudo o que eu tenho trago comigo”, Ed. D. Quixote, 2010
Prémio Nobel de Literatura, 2009)
“A tristeza é a dor silenciosa.”
(Santo António, citado por Agustina Bessa-Luís, escritora portuguesa (1922-), in “Memórias Laurentinas”,
Guimarães Ed., 1996)
“O desgosto é uma condição humana e não médica e, se há comprimidos para nos ajudar a esquecê-lo – e tudo o resto – não há comprimidos para o curar.”
(Julian Barnes, escritor inglês (1946-), in “Os níveis da vida”, Ed. Quetzal, 2013)
“… acreditava que a morte era apenas um fenómeno do corpo; mas agora sei que é meramente uma função da mente – e das mentes daqueles que sofrem a perda.”
(William Faulkner, escritor americano (1897-1962), in “Na minha morte”, Ed. Dom Quixote, 2003 Prémio Nobel de Literatura, 1949)
“A verdadeira dor é inefável, deixa-nos surdos e mudos, está para além de qualquer descrição e qualquer consolo.”
(Rosa Montero, escritora espanhola (1951-) in “A ridícula ideia de não voltar a ver-te”, Porto Editora, 2015)
(Flores - fotos da net.)
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