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21 março, 2016

Poesia


Quanta incerta esperança, quanto engano!
Quanto viver de falsos pensamentos,
Pois todos vão fazer seus fundamentos
Só no mesmo em que está seu próprio dano!

Na incerta vida estribam de um humano;
Dão crédito a palavras que são ventos;
Choram depois as horas e os momentos
Que riram com mais gosto em todo o ano.

Não haja em aparências confianças;
Entendei que o viver é de emprestado;
Que o de que vive o mundo são mudanças.

Mudai, pois, o sentido e o cuidado,
Somente amando aquelas esperanças
Que duram para sempre co’o amado.

Poema de Luís de Camões (1524-80), in "Sonetos", Bertrand Ed., 2013
Foto tirada da net.

03 setembro, 2013

Resposta do Desafio nº 20

Claro que se trata do nosso poeta primeiro - Luis de Camões.
Neste pequeno livrinho estão compilados 204 sonetos, e a sua leitura é puro deleite.
Parabéns para quem acertou.