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07 fevereiro, 2020

Memórias recuperadas: moda e fotografia!

                                                                           (blusa estampada, 1990)

"Não pense muito nas tendências. Não deixe que a moda a possua, mas decida o que você é e o que prentende expressar através da maneira como se veste e da maneira como vive a sua vida."
Gianni Versace, designer de moda italiano (1946-1997)

Se dúvidas eu tivesse, estas fotografias (e muitas outras) de «euzinha», tiradas nos anos noventa e esquecidas numa caixa de cartão no fundo de um armário, comprovam que foi no estilo marcante da década de noventa que se inspiraram os criadores da moda actual.
Foi um encantamento encontrar-me com elas e comigo, pois então! Recordei o instante exacto de cada disparo da máquina fotográfica, quando foram tiradas, onde foram tiradas, quem as tirou. Recordei, deliciada, instantes da minha vida pessoal e profissional (que marcas boas deixou em mim aquele mês de trabalho na Guiné-Bissau...).
Fotografias são uma prova de vida. E estas são sim fragmentos da minha vida, livres de quaisquer efeitos da passagem do tempo.
Sem pingo de nostalgia, mas com uma certa tristeza (confesso), por momentos quedei-me hirta pensando no quanto mudei, momentos apenas, pois logo gritei (a sério que gritei): VIVA! Continuo viva, saudável, fiel aos meus valores, e feliz!  (continuei gritando...) E não sou,  nem nunca fui, fanática por moda!
(Vá, a memória  já me prega algumas partidas, natural, não?!)
Pois então, foi para «memória futura» que decidi digitalizar estas fotografias (poderiam ser tantas outras) e «estampá-las» aqui no Rol. Talvez me inspirem a perder pelo menos metade dos quilos que ganhei. As rugas não me incomodam, são páginas do meu livro de vida, lembranças doces ou amargas, marcas do tempo, e o tempo é precioso!
Uma das fotografias é prova de uma lembrança doce e amarga: a doce celebração do meu 40º aniversário; a amarga ausência do maridão, longe, muito longe. A trabalhar, claro!
E, sem falha de memória, garanto que naquele exacto dia eu pesava: 51 quilos. Saudades daquele peso? Nunca, jamais, saudades eu só tenho dos que amo e do tempo que  não vivi intensamente.
Olhar fotografias antigas é gostoso demais. Verdade!
         
  (saia estampada, blusa cavada, 1990 / casaquinho estampado, 1990)
                                
(calça legging, 1990)

(calça legging, 1991 / saia de malha plissada, 1991)

(blazer com enchumaços, 1992 / saia calção, 1992)

(vestido abotoado à frente, 1993)

(vestido lycra, 1994 / casacão xadrez, 1995)

(calções compridos com cintura subida, 1995)

(macacão, 1997)

Deixei esta fotografia para o fim e propositadamente desfoquei-a um pouco. Eu, com o Carlos, algures no centro de Moçambique, no distante 1991
Reparem no que tenho ao ombro. Sim, sim, é uma confortável e prática mochila, em pele muito macia, recordo. Levava dentro tudo e mais alguma coisa!
Pois não é que as mochilas voltaram a ser «moda» e conquistam espaço com uma infinidade de cores e modelos?
Confesso, não acho piada nenhuma às mochilas pequeninas e, pior, cobertas de tachas.
(fotos da net)

Agora anote: os calções, mais compridos e amplos, em tons neutros ou estampados, cintura subida, com pregas, bolsos, folhos ou aplicações, vão estar em alta na primavera/verão 2020.  E as mochilas vão continuar «na berra», pois então!

(mochila às costa, Canadá, 1999)

Fui muito feliz nos anos noventa!


"A melhor coisa sobre  uma fotografia é que ela não muda mesmo quando as pessoas mudam."
Handy Warhol, pintor e cineasta americano (1928-1987)

10 janeiro, 2020

O meu primeiro bloqueio criativo de 2020!

Tentei, acreditem que tentei!
Passei horas e horas e horas à procura de um tema para primeira publicação de 2020, e nada surgiu!
Passei horas e horas e horas à frente do computador, e nem uma só palavra me motivou a completar uma frase.
Passei horas e horas e horas a seleccionar um romance, mas nenhum me pareceu apropriado para ser o primeiro do novo ano. Sim, porque este novo ano é «especial» por ser o primeiro da segunda década do século XXI. Há poucos dias mudámos de ano e de década! (Terá tanta mudança desordenado o meu pensamento? Adiante!)
Dos romances saltei para a poesia e mais uma vez gastei horas e horas e horas à procura do poema, o tal, o primeiro, mas nada!
E frases? Frases reli dezenas, talvez centenas, mas não, nenhuma tinha o brilho especial que eu procurava. 
O que fazer? Melhor dizendo, o que não fazer? Stressar! Se bloqueei sem motivo algum (ando calma, calmíssima) logo, logo, irei desbloquear.
Enquanto espero (sentada, não vá a inspiração demorar), desvendo dois ou três pormenores do meu Natal e passagem de ano.

Celebrámos o Natal no Porto, e tudo correu maravilhosamente bem!
Como eu previa foi uma festa! Uma festa docinha, de família! Um festa de muita harmonia, amor e felicidade. Como se mede a felicidade? Não sei! Mas sei, porque sinto, que duas gotinhas de vida (as minhas netinhas lindas) inundaram de felicidade o meu coração de avó.
(Évora, foto da net)
A passagem do ano foi no Alentejo. No hotel Vila Galé Évora (lindo, aconselho para uma escapadinha de fim-de-semana) fizemos a festa, eu, o maridão e mais 308 desconhecidos. Numa mesa de dez pessoas, as restantes oito logo se fizeram conhecidas e a festa animou e durou até de madrugada. 
Foi pois entre desconhecidos, mesa farta e muita música pimba (a sério!) que eu «pulei» do ano velho para o ano novo, do alto duns saltos demasiado altos para tamanha animação.  Penei, claro!
Gostei? Gostei,  mas isso agora não interessa nada. Já é passado!
(Aldeia da Serra d'Ossa, foto da net)
No último dia do ano saímos da confusão das ruas de Évora e fomos almoçar ao emblemático restaurante "O Chana" (do Bernardino), na Aldeia da Serra d'Ossa, a cerca de 8 km do Redondo.
Num espaço acolhedor e com um serviço simpático, degustámos genuína comida alentejana. Do bom pão alentejano, azeite, azeitonas, queijo de ovelha curado, fígado de coentrada (entrada), à sopa de cação, cozido de grão,  sericaia com ameixa de Elvas, farófias, tudo estava divinal! Até o licor de poejo,  oferta da casa no fim do repasto.
(Não pedimos a especialidade da casa, a Sopa de Tomate, servida com farinheira, linguiça, entrecosto, lombo, bacalhau e ovo escalfado. Está a imaginar?)
Fotografei alguns dos petiscos que provámos, depois de autorizada pelo proprietário, o simpatiquíssimo senhor Bernardino. 
Se é apreciador da aromática comida alentejana (coentros, hortelã, poejos, orégãos, não podem faltar), um dia que se proporcione vá almoçar ao restaurante  "Chana". Reserve antes, não esqueça! Depois, diga-me o que achou. Eu, sem quaisquer dúvidas, voltarei.
Em Évora o nosso restaurante de eleição é "A Tasquinha do Oliveira" (estava fechado para férias). Não conhece? Acredite é: fabuloso!
Esqueça o "Fialho". A "Tasquinha do Oliveira" é mil vezes melhor!
Como a inspiração continua a não aparecer, vou devorar (agora apenas com os olhos) uma das minhas sobremesas preferidas: Sericaia com ameixa de Elvas!
Cada fatia tem (?) calorias! A sério que não não sei quantas são. Nem quero saber!
Digam lá se não é uma beleza? Devorei-a! E ainda provei as farófias, pois então!
No último dia do ano todos os excessos (gastronómicos) são permitidos!

(Uma das minhas resoluções para 2020: ignorar a balança!)

BOM ANO, docinho q.b.!

04 novembro, 2019

Parabéns, filhotinha!



"Com palavras amo.
(Eugénio de Andrade)

Penso ter-vos já dito que sou mãe de dois filhos: o Miguel, 44 anos e a Susana, 38 feitos hoje, sim hoje, porque a esta hora já tinha nascido. E sou, também, avó de 2 netas queridas (filhas do Miguel), a Carolina, 8 anos, e a Madalena, 3 anos. Pois hoje a minha Susana, a minha Xuxu (é assim que a trato desde o primeiro minuto de vida, quando me disseram que era uma menina e eu, que já lhe tinha escolhido o nome, balbuciei por entre lágrimas, «deixem-me ver a minha Xuxu»), como aniversariante, e longe de mim, vai estar o dia todo no meu pensamento. (Como se mãe de filho/a ausente não tivesse 24 horas o pensamento focado...). E sem ela saber (não te zangues, Xuxu!) trouxe-a comigo para o meu "Rol de Leituras".


Filhotinha do meu coração, mais um aniversário passamos separadas; mais um dia, mais um a somar a tantos outros feitos de saudades, tristezas e cuidados. Já nos vamos acostumando a amar à distância, com palavras escritas em vez de ditas. A vida assim quis!
Amo-te muito, tu sabes, és e serás sempre a minha menina amorosa, preocupada, voluntariosa, lutadora, trabalhadora, determinada, generosa... teimosa, refilona, desassossegada, doceira, gulosa... Eu te amo assim, inteira, se não fosses tudo isto não serias a minha Xuxu de alma luminosa e coração doce.
Filhotinha, no dia de mais um aniversário, promete a ti mesma ser feliz . Pensa que se eu te souber feliz, feliz também serei.
Promete que nos veremos no início do próximo ano.
Promete que hoje e todos os dias brindarás (com sumo, eu sei!) à vida, ao amor, à família.
Promete!

Parabéns, filhotinha! Festeja este dia o melhor que puderes e souberes.
Happy birthday! God bless you! Love!


(Desenhos - fotos da net.)

23 julho, 2019

À terça - imagens e palavras: "fotografia"



A fotografia, que dá a ilusão de capturar o tempo, de fazer com que as coisas durem, revela-se na sua crueldade intrínseca: dá a ilusão de congelar o tempo, mas tudo o que a sua existência faz é lembrar-nos dos seus efeitos. Porque tiramos fotografias, essas feridas que nunca mais cicatrizam?”



Bruno Vieira Amaral, escritor português (1978-), in “Manobras de guerrilha”, Ed. Quetzal, 2018

(Foto de família: os meus pais, eu e a minha irmã mais nova, em Moçambique.)

05 maio, 2019

Dia da Mãe



Ó dia de hoje, ó dia de horas leves
Bailando na doçura
E na amargura
De serem perfeitas e de serem breves.

Versos de Sophia de Mello Breyner Andresen, in "Obra Poética I", Circulo de Leitores, 1992


Sou mãe do Miguel e da Susana e avó (mãe duas vezes) da Carolina e da Madalena.


Hoje, Dia da Mãe, não vou receber deles nem beijos nem abraços.
O Miguel e as pequeninas vivem longe, a Susana vive mais longe ainda.

A minha mãe e duas sogras-mães, que muito me amaram e mimaram, são agora três estrelinhas que abraço olhando à noite o céu. 

Hoje a saudade bateu forte. E eu só queria um abraço. Um só!


Feliz Dia para todas as Mães.
Abracem muito!

(primeira e última foto da net)

30 janeiro, 2019

SAUDADE ETERNA - feliz 90º aniversário, minha mãe!


AUSÊNCIA
Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua

Por mais que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.


"Amamos as nossas mães quase sem o saber e só nos damos conta da profundidade das raízes desse amor no  momento da derradeira separação."


Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, poetisa portuguesa  (1918-2004)
Frase de Guy de Maupassant, escritor francês (1850-93)
Flores, do jardim da minha mãe (1919-2017)
Coração, da net.

19 março, 2018

PAI


PAI, tu foste o melhor pai do mundo.
Tu foste o ser que eu mais amei,
Tu foste o meu herói, o meu exemplo.
Contigo aprendi o significado da palavra honestidade,
Da palavra respeito, da palavra generosidade.
Contigo aprendi a fazer amigos de todas as cores.
Contigo aprendi que a vida nem sempre é como nós esperamos, 
que exige sacrifícios, cedências.

Que orgulho eu sentia quando diziam que era parecida contigo.

Já partiste mas eu penso em ti todos os dias.
Dói muito não ter estado mais vezes ao teu lado,
não ter dito todos os dias que te amava,
não ter acariciado o teu cabelo branco,
não ter pedido o teu conselho sempre que vacilava no caminho.

Recordo com muito carinho o nosso reencontro em Moçambique,
após dois anos de separação.
Eu, a mana e a mãe chegámos ao cais de Lourenço Marques,
depois de 31 dias no mar.
Fui a primeira a ver-te, no meio de uma ruidosa multidão
que aguardava a chegada de familiares da metrópole. Que alegria! 
Do alto dos meus seis anos gritei e gesticulei tentando chamar a tua atenção.
Queria-te só para mim. 
Quando me ergueste do chão e me abraçaste,  molhei o rosto nas tuas lágrimas de alegria.
No aconchego dos teus braços senti-me forte, maior e segura.  
(Sabes pai, a lembrança daquele abraço ainda me aconchega nas horas de desalento.)
Lembro que fizemos de mão dada o caminho para casa, 
e na tua mão sentia o bater do teu coração.
Durante dias rezei e pedi ao Jesus que não voltasse a separar-nos.
Não tinha sido fácil viver sem ti.

Adoravas música. E que bem tocavas acordeão e guitarra.
Nunca quis aprender contigo. Hoje arrependo-me.
Gostavas de futebol e eras adepto do Sporting.
Chegaste a jogar no Belenenses de Lourenço Marques.
Gostavas de conviver e divertir-te. Junto de ti a festa era incessante.
Apoiavas, aconselhavas e respeitavas os amigos. Tinhas tantos!
Amavas desmesuradamente a tua família.
Aprendi a amar a minha, contigo!

Partiste há vinte anos, sem permitir que me despedisse de ti.
A dor foi enorme. Zanguei-me contigo.
Fiz as pazes quando percebi que continuávamos juntos,
ligados por um amor maior - o amor do coração.
Amo-te, pai!

10 março, 2017

É de pequenino...

Quem é esta criancinha seriamente empenhada em aprender os números e as letras?
Chama-se Madalena, tem seis meses (feitos no passado dia 25), e é minha neta .
A mana Carolina (prestes a fazer 6 anos), está decidida a ensinar-lhe os números e as letras e ela, divertida, “alinha” na brincadeira.

A avó, convicta de que desde cedo se deve incutir nas crianças hábitos de leitura, sorri enternecida e deixa um conselho à mana mais velha:
“Carolina,vai com calma. A Madalena é muito pequenina. Brinca com ela, mostra-lhe os números e as letras e lê-lhe historinhas. Assim. aprendem as duas: ela a gostar ainda mais de ti e tu a leres cada vez melhor. Concordas?"
Amo, de paixão, as minhas pequeninas.


“E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos?
Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar.”
José Saramago, escritor português (1922-2010)
Prémio Nobel de Literatura, 1998

É preciso fazer compreender à criança que a leitura é o mais movimentado, o mais variado, o mais engraçado dos mundos.”
Alceu Amoroso Lima, crítico literário, professor, pensador, escritor e líder católico brasileiro (1893- 1983)

“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.”
Bill Gates, magnata, filantropo e autor norte-americano (1955-)

19 fevereiro, 2016

Mãe, há só uma!


O que devemos fazer quando vivemos longe da nossa mãe e ela adoece? 
Correr para junto dela, claro!
Foi o que eu fiz depois de alertada por um telefonema, precisamente no dia do seu 87º aniversário (30 de Janeiro).
Eu vivo na zona de Lisboa desde que regressei de Moçambique, em 1975. A minha mãe, depois de vários anos na capital voltou com o meu pai para a terra transmontana onde nasceu. Na altura reagi mal à separação, mas depois compreendi: era naquela terra pequenina perdida para lá dos montes que estavam as suas raízes: a sua casa, os seus irmãos e irmãs, as suas amigas da juventude.
Tudo correu bem, durante muitos anos. Eu ia lá. Eles vinham cá.
Depois... ela enviuvou e por lá quis continuar. Tudo bem. Eu ia lá em Agosto. Ela vinha cá em Dezembro.
Depois... ela envelheceu e tudo mudou. Eu ia lá às vezes na Páscoa e sempre em Agosto. Ela deixou de vir cá em Dezembro. 
Sair de lá? Nunca.
E os anos passaram, e chegou 2016, e tive de correr para junto dela.
E durante duas semanas acompanhei-a em casa e no hospital. E procurei, sem sucesso, um lar ou família de acolhimento onde a pudesse alojar, já que ela perdera toda a autonomia. Muitas alternativas. Nenhuma vaga.
Foram duas semanas de frio gélido, chuva e vento forte, nevoeiro envolvente e perigoso. Duas semanas de muita angústia. Duas semanas em que nada me confortou. Nada! Telefonemas e mensagens de familiares e amigos. Nada!
Nada, mesmo nada. Nada nos conforta quando assistimos, impotentes, ao sofrimento da nossa mãe. Nada!

Acontece que não sou filha única. Tenho uma irmã mais nova, que vive relativamente perto de mim.
A minha mãe tem duas filhas e cinco netos e seis bisnetos. Votos suficientes para se decidir trazê-la para baixo. Foi o que aconteceu no passado sábado, depois da disponibilidade da Corporação de Bombeiros da terra para o seu transporte de ambulância até casa de um neta, na Grande Lisboa.

Agora, com calma, vamos todos procurar um lar decente e acolhedor para a velhinha Maria.
Agora, sem calma, eu tento tratar uma gripe chata que me deixa prostrada, revoltada e sem vontade de folhear, sequer, um livro. Não a merecia. Agora, não!

(Desabafei. Pronto!)

12 março, 2013

Fandy

"Porque tu morreste, experimento pela primeira vez o sopro da eternidade - acredito agora que há um lugar do lado de lá onde tu me esperas. Não sorrias - não é ainda a Fé. Esse lugar de mortos, vejo-o como planície de cinzas. Um sítio largo onde habita a melancolia dos que se recusam a largar a vida, como tu. Um lugar sem Deus - mas contigo."
Como não encontrei dentro de mim quaisquer palavras, fui roubá-las ao livro "Fazes-me falta", de Inês Pedrosa.
Como não tenho um jardim de rosas amarelas, as tuas preferidas, fui roubá-las ao infinito da net.
Desculpa!

18 setembro, 2012

E fiz sessenta... na Jamaica. Viva!















Foi mesmo isso que aconteceu - festejei o meu 60º aniversário na Jamaica, na companhia do maridão.
Foi fa-bu-lo-so!
Durante uma semana empanturrei-me de frutas, saladas e limonadas (fugi a sete pés do rum e do frango grelhado); banhos demorados em água cristalina e quentinha (e parada, como eu gosto); sonecas à sombra fresca das palmeiras (até o vento das tardes me inebriava); aulas de ginástica e dança (queria tanto saber dançar reggae, mas fiquei pelo querer); caminhadas pachorrentas à beira-mar (de dia para dia mais curtas); muita (e boa)leitura.
Acreditem que foi na Jamaica que li, um dos melhores livros da minha vida. A sério.
Trata-se de "Até ao fim da terra", o extraordinário romance de David Grossman. Falarei sobre ele, em breve.
Nas muitas horas da viagem (o pânico não me deixa dormir) li na ída "A visita do brutamontes", de Jenniger Egan e no regresso "A ilha de Sukkwan", de David Vann. Gostei, mas...
Pois é, estou velhota!
A partir de agora, vou seguir o conselho de Bob Marley: MAKE LOVE NOT WAR e viver o melhor que puder e souber, nunca esquecendo que 60 são, apenas, dois algarismos.
Viva a Vida!