Na sociedade humana, pensar é a maior de todas as transgressões. (“Casei com um comunista”, 1998)
Estou triste!
Philip Roth, o meu escritor preferido, morreu aos 85 anos, vítima de insuficiência cardíaca.
Considerado um dos maiores escritores norte-americanos, Philip Roth publicou mais de trinta romances e foi galardoado com diversos prémios, mas não recebeu a distinção maior, o Prémio Nobel, apesar de todos os anos constar na lista dos favoritos. Não recebeu talvez por ser judeu, talvez por polêmico. Mas devia!
Destaco alguns prémios:
Em 1997, com “Pastoal Americana” venceu o Prémio Pulitzer.
Em 1998, recebeu a Medalha Nacional de Artes da Casa Branca e em 2002, o mais alto galardão da Academia Americana de Artes e Letras, a Medalha de Ouro da Ficção.
Em 2005, ”A Conspiração contra a América” recebeu o prémio da Sociedade de Historiadores Americanos.
Em 2006, recebeu o PEN/Nabokov, pelo conjunto da obra e em 2007, o PEN/Saul Bellow de Consagração na Ficção Americana.
Em 2011, passou a ser o quarto autor distinguido com o Man Booker International Prize.
Em 2012, venceu o Prémio Príncipe das Astúrias de Literatura.
Philip Roth foi o único escritor americano que em vida teve a obra completa e definitiva publicada pela Library of America.
… uma pessoa é tão temerária como os seus segredos, tão execrável como os seus segredos, tão solitária como os seus segredos, tão sedutora como os seus segredos, tão vazia como os seus segredos, tão perdida como os seus segredos, uma pessoa é tão humana… (“Teatro de Sabatt”, 1995)
Penso ter lido todos os romances de Philip Roth publicados em Portugal. Vinte. Não evidencio um mas sobre todos publiquei a minha opinião aqui, no “rol de leituras”.
Quando admiramos um escritor, tornamo-nos curiosos. Vamos à procura do seu segredo.(“O escritor fantasma”, 1979)
Philip Roth nasceu na cidade de Newark, New Jersey, em 19 de Março de 1933. Neto de imigrantes judeus-europeus que seguiram para os Estados Unidos na primeira parte do século XIX , foi assumidamente ateu.
Nos seus romances debruçou-se, com uma lucidez implacável, sobre os problemas de identidade dos judeus dos Estados Unidos, a política, o peso da história, o sexo, o envelhecimento, a morte.
A velhice não é uma batalha a velhice é um massacre. (“Todo-o-Mundo”, 2006)
Que descanse em paz!






















