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14 fevereiro, 2018

Namorar é andar de mãos dadas...

"Não quero que fiquem com a ideia de que ela era alguma pedra de gelo ou coisa assim, lá porque nunca fizemos amor nem estivemos na marmelada. Não era. Passava o tempo de mãos dadas com ela, por exemplo. Não parece grande coisa, bem sei, mas é que ela era bestial a andar de mãos dadas. A maior parte das miúdas se lhes damos os mãos, a merda das mãos delas ou «morre» na nossa mão ou então acham que têm de estar sempre a «mexer» a mão ou coisa assim. A Jane era diferente. Íamos à merda de um filme ou assim, e dávamos logo as mãos e não largávamos até o filme acabar. E sem mudar de posição e sem fazer disso uma grande coisa. Com a Jane, nem sequer me chateava a pensar se tinha as mãos suadas ou não. A única coisa que sabia é que era feliz. E era mesmo."


Excerto do extraordinário romance "À espera no centeio", de J. D. Salinger.
O narrador é Holden Caulfield, um adolescente de dezassete anos.

NAMOREM MUITO!
Hoje e todos os dias.

Foto da net.