Mostrar mensagens com a etiqueta Francesco Alberoni. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Francesco Alberoni. Mostrar todas as mensagens

17 abril, 2018

À terça - imagens e palavras: "amizade"

“A amizade é uma filigrana de encontros.”

Frase de Francesco Alberoni, sociólogo e escritor italiano (1929-), in “Amo-te”, ed. Bertrand, 1997
(Veja mais no blogue “Pétalas de Sabedoria”)
Foto da net.

20 dezembro, 2016

Uma fé... uma missão...


“Para viver, todos têm de ter uma fé. Para viver, todos têm de ter uma missão. Não interessa se é humilde ou elevada, se é heróica ou quotidiana. Ter uma fé e uma missão significa estar inseridos no rio da vida, sentir-se parte dela, com um sentido, uma meta. Significa sentir que se tem uma tarefa útil ao mundo. Seguir a sua própria missão é como percorrer um caminho já traçado. Perdê-lo é como extraviar-se nos campos, pelos precipícios, sem orientação.

No entanto, de vez em quando, afastamo-nos dele. Temos períodos de extravio, de confusão. Perguntamos a nós mesmos o que estamos a fazer no mundo e somos tentados a deixarmo-nos levar pelo desespero. Mas devemos resistir para reencontrarmos o nosso caminho, para o reconhecermos. Devemos ter força de esperar que do escuro surja uma luz, uma esperança. E esta, mais cedo ou mais tarde, chega. Pode ser um encontro inesperado, uma nova oportunidade, alguém que nos pede ajuda. Às vezes é só uma mudança de humor, outras vezes é um sonho. De novo vislumbramos um significado, uma direcção. É como se se acendesse uma pequena chamazinha que o vento pode apagar de repente. Cabe-nos a nós protegê-la.”

Tirei daqui: “Tenham coragem”, de Francesco Alberoni, Bertrand Ed., 1999
Foto da net .

26 abril, 2016

O jogo de futebol


“Porque é que todos os domingos, milhões de pessoas ficam com os olhos colados ao televisor? O que é que o futebol dá aos que o vêem, o que é que lhes oferece, de que forma os enriquece?
Alguns defendem que não dá nada, e contrapõem o desporto praticado ao desporto espectáculo, que seria apenas um jogo de emoções, uma embriaguez fantástica, um desabafo dos instintos. Uma espécie de orgasmo colectivo com que todos descarregam frustrações e os rancores da vida diária. Estes pessimistas não vêem nele nada de positivo, mas apenas uma prova da irracionalidade humana.
Os sociólogos e os psicólogos, pelo contrário, são mais optismistas e defendem a tese de que o indivíduo tem necessidade periodicamente de esquecer a sua própria identidade, de se fundir com o colectivo. No estádio todos são iguais. O advogado, o médico, o operário e o seu chefe, o juiz e a dona de casa, os ricos e os pobres esquecem quem são e sentem uma embriaguez de liberdade. Explodem em excessos, gritam, abraçam-se, fundem-se todos para formar um novo e poderoso organismo superindividual. Depois, em casa, cada um regressa a si mesmo, à vida de todos os dias.(…)
O jogo de futebol é uma metáfora da vida.

Goooolo!

Tirei daqui: “O Optimismo”, de  Francesco Alberoni, Ed. Bertrand, 1995
(foto da net)

19 abril, 2016

O Cínico e o Entusiasta


O cínico
- não acredita na bondade dos homens…
- sabe que o ser humano é sonhador, ingénuo, hipócrita, ambicioso, avarento, vil, oportunista e mal-agradecido…
- é vaidoso e adora a adulação…
- sente-se acima do bem e do mal, está pronto para explorar as baixezas humanas, os vícios humanos, para alcançar a sua meta…
- é maquiavélico…
- a sua virtude fundamental é a astúcia…
- sabe ser paciente…
- sabe conduzir os homens para onde quer…
- desconfia das pessoas que se declaram amigas e pensa que o fazem por oportunismo…
- não tem ilusões…
- é um manipulador das paixões…
- não pensa melhorar o mundo, não acredita nisso…
- explora o lado pior dos que o seguem, envolve-os no seu cinismo…

O entusiasta
- é um sonhador infatigável, um inventor de projectos, um criador de estratégias, que contagia os outros com os seus sonhos…
- sabe que existem dificuldades, contrariedades, talvez insolúveis…
- sabe que nove de dez iniciativas falham, mas não esmorece, recomeça do princípio, renova-se…
- é um criador de possibilidades…
- sabe que o homem é fraco, sabe que existe o mal, vê a mesquinhez, sofre desilusões.
- faz apelo à parte mais criativa, mais generosa dos que o rodeiam, incentiva-os a usarem-na, força-os a serem melhores, arrasta-os consigo demonstrando que, agindo com impulso, com optimismo, com generosidade, as coisas são possíveis.”

Lembra-lhe alguém?

Tirei daqui: “O Optimismo”, de  Francesco Alberoni, Ed. Bertrand, 1995
(foto da net)

12 abril, 2016

O Pessimista e o Optimista


“O optimismo e o pessimismo, à primeira vista, parecem duas qualidades equivalentes, com vantagens e desvantagens de sinal oposto:

O pessimista
- é excessivamente prudente...
- tem uma visão negativa do futuro e uma visão negativa dos homens. Quando os observa descobre em todos as piores qualidades, as motivações mais egoístas, menos desinteressadas…
- para ele a sociedade é formada por pessoas avarentas, corruptas, intimamente perversas, sempre dispostas a explorar as situações em proveito próprio…
- é um avarento. Para quê ser generoso, se o mundo está cheio de gananciosos, corruptos, exploradores?
- muitas vezes é, também, um invejoso…
- está encerrado em si mesmo e não ouve os outros, sente-os como entidades ameaçadoras…
- vê tudo negro. Seja qual for o tema de que se fale, o projecto que se faça, ele descobre logo os aspectos negativos. Paralisa e paralisa-nos. Não tem confiança e tira-nos a confiança.
O optimista
- é mais virado para a acção, é mais activo…
- confia nos homens, corre riscos. No entanto, se o observarem atentamente, verão que ele vê realmente as maldades e as fraquezas dos outros. O que acontece é que ele não se detém perante estes obstáculos. Conta com o facto de em todos os seres humanos haver qualidades positivas e procura despertá-las.
- está atento às pessoas. Deixa-as falar, dedica-lhe o seu tempo, observa-as. Desta forma consegue identificar em cada uma o aspecto positivo, a qualidade que pode exaltar, fazer frutificar.
- supera as dificuldades… porque está aberto às novas soluções e pode rapidamente transformar uma desvantagem em vantagem.
- comparado com o pessimista, parece um ingénuo.

Em suma, o ideal parece ser uma mistura sensata de ambos.

Concordo!

Tirei daqui: O Optimismo”, de  Francesco Alberoni, Ed. Bertrand, 1995
(foto da net)