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08 novembro, 2011

Poema de... Sophia de Mello Breyner Andresen

NOVEMBRO
A respiração de Novembro verde e fria
Incha os cedros azuis e as trepadeiras
E o vento inquieta com longínquos desastres
A folhagem cerrada das roseiras

Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, Portugal (1919-2004)
Pintura (The olive trees 1889) de Vincent van Gogh , Países Baixos (1853-1890)

20 setembro, 2011

Gosto de ler na praia. Oh, se gosto!

DAI-ME O SOL
Dai-me o sol das águas azuis e das esferas
Quando o mundo está cheio de novas esculturas
E as ondas inclinando o colo marram
Como unicórnios brancos.
ESPERA
Dei-te a solidão do dia inteiro.
Na praia deserta, brincando com a areia,
No silêncio que apenas quebrava a maré cheia
A gritar o seu eterno insulto,
Longamente esperei que o teu vulto
Rompesse o nevoeiro.
ESPERO
Espero sempre por ti o dia inteiro,
Quando na praia sobe, de cinza e oiro,
O nevoeiro
E há em todas as coisas o agoiro
De uma fantástica vinda.

Poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen

17 janeiro, 2011

"Obra poética I" - Sophia de Mello Breyner Andresen

O mar é um dos grandes temas da obra poética de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Seleccionei três poemas. Descubram muitos mais.

PRAIA
As ondas desenrolam os seus braços
E brancas tombam de bruços.

MEIO-DIA
Meio-dia. Um canto da praia sem ninguém.
O sol no alto, fundo, enorme, aberto,
Tornou o céu de todo o deus deserto.
A luz cai implacável como um castigo,
Não há fantasmas nem almas,
E o mar imenso, solitário e antigo,
Parece bater palmas.


MAR SONORO
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.