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05 dezembro, 2013

Nelson Mandela (1918-2013)

 
"Tenho lutado contra a dominação branca e contra a dominação negra. Tenho acalentado o ideal de uma sociedade democrática e livre em que todas as pessoas possam viver juntas, em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para cuja concretização espero viver. Mas se for necessário, é um ideal pelo qual estou disposto a morrer."
Palavras proferidas por Nelson Mandela, no decurso do seu julgamento, em 1964.
 
"Amigos, camaradas e compatriotas sul-africanos.
Saúdo-vos em nome da paz, da democracia e da liberdade para todos.
Estou aqui, perante vós, não como um profeta mas como um humilde servo vosso, do povo. Os vossos sacrifícios incansáveis e heróicos tornaram possível a minha presença hoje aqui. Deposito, pois, os anos de vida que me restam nas vossas mãos."
Palavras dirigidas por Nelson Mandela à multidão que se concentrou na Cidade do Cabo no dia da sua libertação, em 11 de Fevereiro de 1990.
 
"Estou aqui como representante dos milhões de pessoas que ousaram insurgir-se contra um sistema social que tem na sua essência a guerra, a violência, o racismo, a opressão, a repressão e o empobrecimento de uma população inteira.
Estou também, em representação dos milhões de pessoas do movimento antiapartheid espalhados pelo mundo inteiro, dos governos e organizações que se juntaram a nós, não para combater a África do Sul enquanto país, mas sim para se opor a um sistema desumano e pôr rapidamente cobro ao crime contra a humanidade perpetrado pelo apartheid.
... A ferida de um indíviduo é de todos, e por isso eles agiram em coerência na defesa da justiça e do elementar respeito humano.
Graças à sua coragem e determinação ao longo de muitos anos, podemos mesmo, hoje, prever o dia em que a humanidade inteira se reunirá para festejar uma das mais memoráveis vitórias humanas do nosso século."
Excerto do discurso de Nelson Mandela, na cerimónia de aceitação do Prémio Nobel da Paz , em 1993.
 
Adeus Madiba!

27 junho, 2013

"Nelson Mandela: Uma lição de vida" - Jack Lang


"Ser pela liberdade não é apenas tirar as correntes de alguém, mas viver de forma que respeite e melhore a liberdade dos outros."- Nelson Mandela
 
É interessante a forma encontrada por Jack Lang (ex-ministro da cultura de França), para escrever sobre Nelson Mandela.
Misturou factos reais da vida e da época do estadista com heróis da mitologia, colocou-o no grande palco do mundo e deu-lhe o papel principal de um drama em cinco actos: Antígona; Espártaco; Prometeu, Próspero, O rei Nelson.
Cinco actos (capítulos) que revelam a vida de um homem simples, nascido em 1918, advogado de formação, preso político durante vinte e sete anos, libertado em 1990, primeiro presidente negro da África do Sul, Prémio Nobel da Paz em 1993.
Nelson Mandela, o grande activista pelos direitos humanos, o guerreiro humilde que reconciliou negros e brancos, o estadista com um extraordinário dom da palavra, o homem que amava o teatro.
Na prisão de Robben Island, quando as condições de detenção se tornam menos desumanas, inicia os companheiros nas obras-primas do repertório universal: “as nossas produções eram o que se poderia classificar agora como minimalistas: não havia palco, nem cenário, nem guarda-roupa. Tudo o que tínhamos era o texto da peça. Só actuei em algumas das peças, mas tive um papel memorável: o de Creonte, o rei de Tebas, na Antígona de Sófocles.”
 
Diz no prefácio a sul-africana Nadine Gordimer, escritora e activista pelos direitos humanos, galardoada com o Prémio Nobel de Literatura, 1991.
“Se há uma forma de génio específico da qualidade humana, Mandela é possuidor desse génio.”
Concordo!
 
Nelson Mandela – Uma lição de Vida, de Jack Lang
Ed. Bizâncio, 2005
Tradução de Francisco Agarez
230 págs.

26 junho, 2012

Vale a pena partilhar... Desmond Tutu

P: Quem é, para si, Nelson Mandela?
R: Um ser fantástico.
Quando vai para a prisão, é uma pessoa zangada, revoltada. Acreditava na violência como meio de conquistar a liberdade. E quando sai, emerge como uma pessoa extraordinariamente magnânime. O sofrimento por que passou ajudou-o a suavizar a sua posição. O sofrimento nem sempre faz isso, pode tornar as pessoas muito amargas. Mas a ele, ensinou-o a querer compreender a posição do outro. Ele acreditava convictamente que se é líder pelas pessoas que são lideradas e não em benefício próprio. Fomos incrivelmente abençoados por termos Madiba (Mandela) aos comandos, num momento da história do nosso país. Obviamente que temos de prestar tributo ao senhor De Klerk por ter tido a coragem de começar este processo. Mas é difícil ver quem teria alcançado o que foi alcançado, se não fosse Mandela.

Excerto da entrevista de Ana Dias Cordeiro a Desmond Tutu (Arcebispo da Igreja Anglicana e Nobel da Paz em 1984), publicada no jornal Público, de 25 Junho 2012
Foto tirada da net.