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24 fevereiro, 2012

"Rosa brava" - José Manuel Saraiva

… tal como a vida dos homens, a história dos povos não se faz: acontece.
Foi em 2005 que li pela primeira vez este romance histórico, o segundo do autor. Ainda hoje recordo a satisfação que senti ao descobrir um jornalista que investigara factos da nossa história e sobre eles escrevia numa linguagem contemporânea irreverente e cativante.
Agora, e tal como eu esperava, a releitura desta arrevesada intriga política voltou a seduzir-me.
 
É extraordinária esta história sobre intrigas palacianas, traições, assassinatos e guerras com Castela, que giram à volta do romance de D. Fernando - o rei namoradeiro, que dava mais espaço à preguiça que ao trabalho, que gostava mais de soltar dois tiros numa caçada do que fazer ou assinar uma lei, que faz e desfaz alianças que não pretende cumprir e D. Leonor Teles de Menezes - a aleivosa, mulher bela e sedutora, perversa, egoísta, ambiciosa e vingativa.
A governação desastrosa de D. Fernando levou o país ao colapso económico e depois do casamento com D. Leonor o colapso foi também social e político, com constantes crises e guerras que culminarão na crise da sucessão de 1383-85.
Depois da morte do rei, D. Leonor é obrigada a abandonar o paço.
Como e onde acabará, nesta história, a rainha mais odiada de sempre?
Leia para descobrir, aprender e se divertir.

Rosa brava, de José Manuel Saraiva
Oficina do livro, 2005
447 págs.