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31 dezembro, 2014

Viver (e ler) é formidável! Bom 2015 para todos!


Estar vivo é formidável...
"A rainha da neve", de Michael Cunningham, Ed. Gradiva, 2014

... temos de nos conformar com aquilo que somos...
"As velas ardem até ao fim", de Sándor Márai, Ed. Dom Quixote, 2001

... amanhã correremos mais depressa...
"O grande Gatsby", de F. Scott Fitzgerald, Ed. Presença, 1985

... lê os melhores livros...
"Ravelstein", de Saul Bellow, Ed. Teorema, 2001

... lendo, fica-se a saber quase tudo...
"A caverna", de José Saramago, Ed. Caminho, 2005


Foto tirada da net.

13 abril, 2011

"O grande Gatsby" - F. Scott Fitzgerald


“Foi quando a curiosidade pública pelo Gatsby atingiu o apogeu, que um sábado à noite as luzes da casa ficaram por acender – e, tão obscuramente como tinha começado, a sua carreira de Trimalquião se acabou.”.

O excelente prefácio SCOTT FITZGERALD OU A AUTODESTRUIÇÃO CRIADORA, de José Rodrigues Miguéis, retrata a vida de Francis Scott Fitzgerald (1896-1940) “um homem arrastado pela sede de viver e vencer e a desilusão e o fracasso dela decorrentes” e permite-nos entender melhor o romance que se segue.
A vida vertiginosa e fútil de Fitzgerald foi curta. Dependente do álcool, morreu aos 46 anos vítima de ataque cardíaco, mas aos 26 já se confessava “velho e cansado”.
Filho de uma família pobre de Minnesota, “cresceu humilhado, excluído, um outsider”.
Aos 23 anos publica o romance This Side of Paradise. Foi o primeiro de muitos sucessos.
Ganhou fortunas, mas desperdiçou tudo numa vida de ostentação passada entre o “jet-set” de Nova Iorque, Hollywood, Paris e Riviera Francesa.
Seguiram-se alguns fracassos editoriais e as consequentes angústias, dívidas, álcool, remorso e sofrimento.
As suas obras traduzem a sua própria experiência de vida e o seu trágico declínio.
Sobre “O grande Gatsby”, saudado como uma obra quase perfeita, disse: “ Toda a carga deste romance é a perda das ilusões que de tal modo dão cor ao nosso mundo, que nada nos é possível avistar fora delas”.
No pequeno - excelente romance há duas personagens cujo carácter se assemelha ao do autor:
Carraway, o narrador, a consciência moral e o bom senso da classe média; e
Gatsby, o novo-rico que se convence que a fortuna tudo compra, até o sonho.

“O homem simples, marcado pela nódoa original da pobreza, está antecipadamente vencido, por empolgante e puro que seja o seu Sonho…”.

O grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald
Editorial Presença, 1ª edição 1985
Tradução de José Rodrigues Miguéis
202 págs.