15 setembro, 2020

2 + 6 = 8 batidos saudáveis e deliciosos!


Eu sou fã de sumos (naturais)  e batidos. 
Faço-os combinando um líquido com frutas, legumes, frutos secos, cereais, sementes, especiarias, etc. Evito adoçá-los.
Ao contrário do sumo, que demora um tempo infinito a preparar, dá trabalho e exige uma centrifugadora - um pequeno electrodoméstico difícil de limpar após cada utilização -  o batido feito num liquidificador é simples e rápido de preparar: primeiro entram no copo os ingredientes líquidos, a seguir são os sólidos cortados em pedaços, por fim liga-se a máquina e processam-se os ingredientes durante alguns segundos.  
O batido é espesso e geralmente inclui  leite, bebida de leite (p.e. arroz, aveia, coco, soja, baunilha), iogurte, gelado. Eis duas sugestões, experimentadas e fotografadas:

Bebida de aveia, banana, cacau e gengibre
- 1/ banana madura, cortada aos pedaços
- 1 copo de bebida de aveia, sem açúcar
- 1 colher (chá) de cacau em pó
- pitada de gengibre em pó
Processe ligeiramente e beba de imediato!

Iogurte, mirtilos, canela, semente de chia
- 1 iogurte de mirtilo
- 1/ 2 copo leite meio-gordo
- 3 colheres (sopa) mirtilos congelados
- 1 colher (chá) linhaça moída
- 1 colher (chá) sementes de chia
Processe ligeiramente e beba de imediato!


Como acho que apenas duas sugestões sabe a pouco, aqui ficam mais seis, saborosas, coloridas, frescas  e nutritivos:
- manga, iogurte de coco, bebida de coco, flocos de aveia
- mistura de frutos vermelhos congelados, bebida de leite, linhaça em pó
- morangos, leite à escolha, amêndoas peladas, canela
- pêssegos, ananás, iogurte, amendoins
- iogurte grego, farelo de aveia, alperces secos, leite
- banana, manteiga de amendoim, bebida de leite, sementes de chia
(Se a fruta estiver congelada dispensa o gelo.)

Experimente estes batidos, crie os seus com outros ingredientes, compartilhe receitas.
Eu agradeço!

11 setembro, 2020

"O herói discreto" - Mario Vargas Llosa


Na vida é sempre assim. As coisas boas têm sempre o seu ladinho mau, e as más, o seu ladinho bom.
Foi a clareza da sinopse na contracapa deste livro que me motivou a comprá-lo. Vejam:
“Felícito Yanaque é um homem de cinquenta anos, respeitado pela comunidade e proprietário de uma empresa de transportes que fundou e fez prosperar na cidade de Piura, no noroeste do Peru.
Sem instrução, oriundo de uma família pobre e gestor cuidadoso dos seus bens, Felícito conquistou a pulso, de uma forma tranquila, discreta e constante, atributos que se poderiam também aplicar à sua personalidade. Casado, com filhos já adultos, Felícito Yanaqué mantém uma amante de longa data, exuberante beleza da cidade. E também outra relação – não de natureza sexual – com Adelaida, uma vidente cujos conselhos Felícito segue quase sempre, quer se trate de negócios ou de matéria puramente pessoal ou, mesmo, íntima.
Tudo corre bem na cidade, tudo normal. Só que Felícito Yanaqué começa a receber cartas anónimas de extorsão; e, quando a ameaça de represálias passa à concretização, Yanaqué decide resistir a tudo isto sem apoio, estoica e discretamente. Como um herói.”
Em casa, já com um lápis na mão, abri o livro e li o cativante primeiro parágrafo «FELÍCITO YANAQUÉ, DONO DA EMPRESA DE TRANSPORTES Narihualá, saiu de casa naquela manhã, como todos os dias de segunda a sábado, às sete e meia em ponto, depois de fazer meia hora de chi kung, tomar um duche frio e preparar o – almoço habitual: café com leite de cabra e torradas com manteiga e umas gotinhas de mel (…) tudo igual a todos os dias, desde tempos imemoriais.»,
... e logo o segundo «Com uma excepção. Naquela manhã alguém tinha afixado na velha porta de madeira cravejada da sua casa, à altura da aldrava de bronze, um sobrescrito azul em que se lia claramente em letras minúsculas o nome do proprietário: SENHOR FELÍCITO YANAQUÉ. …)»
... e cheguei à primeira das três cartas anónimas recebidas pelo «herói discreto»: 
«Senhor Yanaqué,
É um orgulho para Piura e para os Piuranos que corra tudo bem à sua Empresa de Transportes Narihualá. Mas também é um risco, pois a empresa de sucesso está exposta a sofrer depradação e vandalismo por parte dos ressentidos, invejosos e outras gentes de maus costumes que aqui abundam como o senhor deve muito bem saber. Mas não se preocupe. A nossa organização encarregar-se-á de proteger os Transportes Narihualá, bem como a si e a sua digna família de qualquer percalço, desgosto ou ameaça dos facínoras. A nossa remuneração, por este trabalho será de quinhentos dólares por mês (uma insignificância para o seu património, como vê). Contactá-lo-emos oportunamente a propósito das modalidades de pagamento.
Não precisamos de lhe chamar a atenção para a importância de que o senhor seja o mais reservado possível sobre esta questão. Tudo isto deve ficar entre nós.
Fique com Deus.»
... e continuei até à última página desta história «policial de suspense» onde não falta chantagem, ameaças de morte, desavenças familiares, amores clandestinos, bruxas, medo, amizade, coragem, intrigas, crítica social, resistência a injustiças, etc., etc..
Nunca te deixes pisar por ninguém, filho. Este conselho é a única herança que vais ter.
Felícito seguiu o conselho do pai e nunca se deixou pisar. Como irá reagir à ameaça do «chantagista da aranhita»
Investigue!

O herói discreto, de Mario Vargas Llosa
Tradução de Cristina Rodrigues e de Artur Guerra
Quetzal Editores, 2013
386 págs.


08 setembro, 2020

Leve a primavera para a varanda, dizem. E eu não vou desistir!

Mais um ano, mais uma primavera, mais um verão, mais um sonho não concretizado: ver a minha varanda cheia de flores.
Depois de anos de desânimo, desisti de vasos e vasinhos na varanda virada ao mar e ao sol, a tarde toda.  Deixei apenas duas floreiras, que quase vazias de terra me lembravam que deveria continuar a sonhar.
Pois não é que este ano, este ano epidémico, terrível, negro e triste, de repente uma flor singela e bela apareceu e encheu de cor a minha varanda? Bem cedo, numa manhã de Agosto, fixei nela o olhar e a minha alegria foi tanta que não resisti a fotografá-la.
Dias depois, voltei a sorrir e a fotografar uma segunda flor. 


E não passaram muitos dias para a terceira aparecer. E eu não sorri. Não sorri porque ao lado dela, a primeira, a flor que mais alegria me deu, estava a morrer. E ao fim da tarde lá estava ela, mortinha.


E dias depois, lá estavam as três, mortinhas. 
E eu, triste, desconsolada, desalentada, sem uma única flor na varanda até ao fim do verão, respeitei o momento, não as fotografei, e apanhei as pétalas caídas no chão da varanda.
Na verdade, o que acontece com as flores acontece connosco, seres humanos: nascemos, colorimos a existência de alguém, e morremos.
Na segunda floreira nada cresceu. Não é bem assim, não desabrocharam flores mas algo cresceu e continua a crescer: uma coisita que eu enterrei na terra exactamente no dia em que a primeira flor surgiu na outra floreira. Talvez eu procurasse companhia para a florzinha.


Consegue adivinhar o que foi que eu plantei? Olhe bem para as folhas. É fácil.
Gosto de vê-la crescer, mas cresce tanto e tão rapidamente que começo a querer  que pare.
Na verdade, eu não sei o que quero. É isso! Podes continuar a crescer, coisita doce!
Quanto à primavera na minha varanda...enquanto sonho eu vivo!
P'ró ano é que é!

04 setembro, 2020

O que ando a ler devagar? "O Corpo - um guia para ocupantes", de Bill Bryson


"O CORPO - Um Guia para Ocupantes", de Bill Bryson (conhecido pelos seus cativantes livros de viagens, autor de “Breve História de Quase Tudo” (2005), é um surpreendente/deleitoso passeio pelo corpo humano, um «guia turístico» cheio de histórias, estudos, números e factos, investigação e conversas com especialistas, apresentadas numa linguagem acessível, cativante e divertida, por um autor que fez toda a pesquisa - para que nós não tenhamos de o fazer.
Para ler devagar, capítulo a capítulo, tema a tema: pele e cabelo, micróbios, cérebro, cabeça, coração e sangue, aparelho digestivo, sistema imunitário, sono, gloriosa comida, doenças (quando as coisas correm mal), o esqueleto, o fim, e tantos outros.
Deixo dois  excertos deliciosos:
“(…)A pele consiste numa camada interior, chamada derme, e numa epiderme exterior. A superfície mais extensa da epiderme, chamada estrato córneo, é composta unicamente de células mortas. Dá que pensar, que tudo o que nos torna belos está morto. Onde o corpo entra em contacto com o ar, somos todos cadáveres (…) Ninguém sabe ao certo quantos furos há na nossa pele, mas é certo que somos muito perfurados. (…) “ (O Exterior: pele e cabelo)

“(…) O grande paradoxo do cérebro é que tudo o que sabemos sobre o mundo nos é fornecido por um órgão que nunca viu ele próprio esse mundo. O cérebro existe no silêncio e na escuridão (…) Nunca sentiu a luz quente do sol nem uma brisa suave. Para o cérebro, o mundo é apenas uma sucessão de impulsos eléctricos, como os sons do código Morse. E, a partir desta informação básica e neutra, ele cria para si – cria, literalmente – um universo vibrante, tridimensional, sedutor e sensual. Você é o seu cérebro. Tudo o resto não passa de canalizações e andaimes. (…)" (O cérebro)

… o cérebro é um órgão curiosamente sossegado. O coração bombeia o sangue, os pulmões insuflam-se e esvaziam-se, os intestinos ondulam e gorgolejam discretamente, mas o cérebro está simplesmente ali, como um pudim, sem qualquer demonstração visível.
Explore e divirta-se!

(foto net)

01 setembro, 2020

Amor de mãe, amor de avó: um amor sem limites!

"A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família."
(Lev Tolstói)


Continuo de coração cheio de gratidão (obrigada, Patrícia) e felicidade depois do reencontro com três amores meus: a Madalena, a Carolina, o Miguel.
Foram dias intensos de partilha de riso, mimos, carinho, amor, de muita emoção e festa. Celebrámos dois aniversários: o 4º da Madalena, no dia 25, e o 45º do Miguel, no dia 26. Celebrámos a Família e a Vida. Foi uma animação!
Não estávamos juntos desde o Natal de 2019.
Um vírus malvado, que desconhece o real sentido da palavra «amor» e capaz de coisas inimagináveis como impedir a convivência entre avós e netos, não permitiu um olhar, um toque, um beijo, um abraço. Foram meses de  um amar e sofrer à distância, um quase morrer de saudades.
O Covid 19 continua a infectar e a matar, em Portugal e no resto do mundo. Cientes dos perigos, resta-nos aguardar em segurança e tranquilidade a chegada de uma vacina capaz  de exterminar o «bicho».
Uma coisa é certa, não há distância, nem silêncio, nem saudade, nem «bicho» capaz de desassossegar o amor de mães e filhos, avós e netos. Um amor imenso.  Um amor sem limites!


Nota: Regressei a casa  com o coração cheio de preciosas lembranças, e... com a barriga cheia de doces. E agora? Exercício, pão e água!

Beijos e abraços!!

14 agosto, 2020

"As Cores do Crepúsculo" (*)



"Vamos andando solidamente e de repente vemos um pôr-do-sol e estamos perdidos de novo."
Jorge Luis Borges, escritor argentino (1899-1986)


“A beleza não está nem na luz da manhã nem na sombra da noite, está no crepúsculo,
nesse meio tom, nessa incerteza.”
Lygia Fagundes Telles, escritora brasileira (1923-)


"Quando admiro a maravilha de um pôr-do-sol ou a beleza da lua, minha alma se expande em reverência ao Criador."
Mahatma Gandhi, líder espirital indiano (1869-1948)


"Seja humilde, pois até o sol com toda a sua grandeza se põe e deixa a lua brilhar."
Bob Marley, cantor e compositor jamaicano (1945-1981)



(*) Título de um livro de Rubem Alves, teólogo, pedagogo, poeta e filósofo brasileiro (1933-2014)


11 agosto, 2020

De pétalas se faz o "Pétalas de Sabedoria"



O "Pétalas de Sabedoria" completou oito anos de existência, no passado dia 1 de Julho.
Naquele dia de 2012, eu escrevi:

Inicio hoje um novo blog.
Para mim será um enorme baú onde vou guardar frases, pensamentos, provérbios e tudo o mais que me toca e emociona.
Ao longo de muitos anos fui amontoando papelinhos em caixas e gavetas e, agora, decidi guardá-los num enorme baú.
Se por aqui passar deixe aquele pequeno texto que o tocou. Eu publicá-lo-ei com o seu nome e o seu blog. Utilize a minha caixa de email e siga o modelo das minhas publicações.
Desta forma, construiremos um jardim de memórias perfumadas.

Pétala a pétala, plantadas diariamente, o jardim cresceu fresco e viçoso, no início meio escondido, agora mais revelado.
E porque este jardim de memórias é de quem o cuida mas também de quem o visita, o explora, o perfuma com pétalas coloridas, para a festa de publicação da Pétala nº 3.000 (já amanhã) gostava de contar com uma pétala sua sobre... ESPERANÇA: uma frase ou poema original, ou uma citação. Pode enviá-la para a caixa de email do Pétalas, ou deixá-la na caixa de comentários. Prometo plantá-la e cuidá-la.
Obrigada a todas as pessoas que me ajudam a fazer do "Pétalas de Sabedoria" um jardim de palavras sábias, vivas, protegidas, iluminadas, admiradas.
 

Agora, leia ou releia as 5 pétalas mais «contempladas»:

"Nunca estrague o seu presente por um passado que não tem futuro."
DALAI LAMA, monge tibetano.

"A realidade é uma hipótese repugnante."
MANUEL ANTÓNIO PINA, jornalista e escritor português (1943-2012)

"Solidão é aquele florzinha, débil, triste e sozinha, mas que um dia, contra tudo e contra todos, ergue a cabeça, floresce e sorri ao sol logo que aparece."

4ª "Solidão é quando olhando para dentro de nós mesmas, não vemos nenhuma voz para conosco conversar, nem mais somos capazes de ver as belezas dos céus, das flores e do SOL interior... Essa é fatal!"

“A riqueza, não se mede pelos bens que se possui, mas sim pelo bem que se faz.
MIGUEL DE CERVANTES, escritor espanhol (1547-1616)


(Repararam que pétalas de duas amigas queridas - a Emilia e a Chica - estão entre as cinco mais contempladas? Muito bom!!)


(fotos da net)

04 agosto, 2020

"Viagens" - Olga Tokarczuk


Ver e olhar são um mistério, tal como um grande mistério é o facto de existirmos.
“Viagens” (livro vencedor do International Man Booker 2018, da escritora polaca Olga Tokarczuk, psicoterapeuta, formada em Psicologia, Prémio Nobel de Literatura 2018) é um livro  original, fascinante, arrebatador, que nos prende da primeira à última página 
Uma construção narrativa feita de pequenas histórias, pensamentos, citações, informações enciclopédicas, anotações, divagações, desabafos, reflexões, crónicas, factos históricos, narrativas autobiográficas, ficcionais, instruções de uso, palestras, curiosidades, etc..;
Uma exploração do sentido de ser um viajante em viagem constante através do espaço e do tempo;
Uma reflexão sobre o corpo humano, a vida, a mente, a morte e o movimento. De onde provimos? Para onde vamos ou regressamos?
Uma «viagem» contínua, «tudo o que estagna acabará por sofrer decomposição, degeneração e transformar-se-á em pó, enquanto aquilo que está em movimento consegue durar eternamente».
Um «rastrear de erros da criação e desacertos da natureza», diz a autora.
Partilho excertos de alguns dos inúmeros textos, e começo pelo primeiro, que ocupa apenas uma página (há outros mais pequenos). Atentem na capacidade imaginativa e na linguagem própria, acessível, poética.
(Existo)
“Nada acontece. (…)
Aquele final de tarde é a orla do mundo – tacteei-a por acaso e sem querer, quando estava a brincar. Descobri-o porque me deixaram sozinha por um instante e não o acautelaram. Claro está que acabei presa, numa armadilha. Tenho apenas alguns anos, estou sentada no parapeito da janela, observo o pátio frio. As luzes da cozinha da escola estão desligadas. Já se foram todos embora. As lajes de betão do pátio mergulharam na escuridão e deixei de as ver. Portas fechadas, toldos recolhidos, estores descidos. Queria sair, mas não tenho para onde ir. Somente a minha presença adquire agora contornos bem definidos, contornos que estremecem, ondulam, e isso dói. E, subitamente, descubro a verdade: não há nada a fazer – existo.”
(O Mundo na Cabeça)
“O meus pais não eram verdadeiros viajantes porque viajavam para regressar. (…) Depois, durante todo o ano, levavam uma vida sedentária, aquela vida estranha, em que de manhã se regressa àquilo que se largou à noite (…) Pelos vistos, não herdei o gene que faz com que as pessoas criem raízes, quando permanecem muito tempo no mesmo lugar. Já tentei várias vezes, mas as minhas raízes são sempre superficiais e qualquer brisa é capaz de me arrancar da terra. Não sou capaz de germinar, fui desprovida dessa faculdade vegetal. (...) A minha energia provém do movimento – da trepidação dos autocarros, da zoadeira dos aviões, da oscilação dos comboios e dos barcos."
(La Mano de Giovanni Battista)
“Existe mundo em demasia. (…)Parece que nada mais nos resta a não ser aprender a fazer escolhas até ao fim. E ser como aquele viajante que conheci num comboio nocturno e me disse que, de vez em quando, precisava de visitar o Louvre e de permanecer diante do único quadro que, na sua opinião, realmente merecia ser contemplado. Deter-se diante do quadro de João Baptista e seguir com o olhar a direcção indicada pelo dedo erguido do Santo."
(Estou)
"Cresci e evoluí. No princípio quando acordava em lugares estranhos pensava que estava em casa (…) Todavia, logo a seguir, entrei na fase que a Psicologia da Viagem designa como «Não sei onde estou». (…) A próxima etapa é a terceira, segundo a Psicologia da Viagem, é a etapa da viagem-chave, da viagem-coroa, aquela que constitui a meta final. Para onde quer que viajemos, viajamos sempre em direcção a ela. «Não importa onde estou». Onde estou – tanto faz. Estou.”

Existem dois pontos de vista acerca do mundo: a perspectiva da rã e a vista do pássaro em pleno voo. Qualquer ponto entre estes dois só serve para gerar o caos.
Este livro é diferente de tudo o que já li.
É mágico! É lindo! É perfeito!
E eu recomendo-o.

Viagens (2007), de Olga Tokarczuk 
Tradução de Teresa Fernandes Swiatkiewicz
Ed. Cavalo de Ferro, 2019
343 págs.