21 dezembro, 2016

Peçam ao Pai Natal...


Um único deslize e a nova vida de um homem vai por água abaixo!
Acabei de ler o primeiro capítulo de “Quando ela era boa”, o romance de Philip Roth este ano publicado em Portugal.
Pouco sei sobre o que se segue mas o que já li… dá para aconselhar que o peçam ao Pai Natal.
A sinopse diz que a figura central da história – um drama familiar, na América provinciana dos primeiros anos do século XX) - é Lucy Nelson, uma jovem boa, sensível, moralista, independente que, depois de ver o pai falhado e alcoólico ir para a prisão, tenta regenerar os homens que a rodeiam, mesmo que isso signifique a sua própria destruição.
Ora bem, Lucy não aparece nas páginas que eu li. Nessas páginas a figura central é o seu avô materno: Willard Carroll, um homem bom, cuja história de vida me prendeu logo no primeiro parágrafo:
“NÃO SER rico, não ser famoso, não ser poderoso, nem sequer ser feliz, mas ser civilizado – era esse o sonho da sua vida (...) O que não queria sabia de certeza: viver como um selvagem. Tinha um pai que era um homem feroz e ignorante – caçador furtivo, mais tarde lenhador e, para o fim a vida, guarda nas minas de ferro. A mãe era uma mulher trabalhadeira com mentalidade de escrava por cuja cabeça nunca passava querer ter mais do que aquilo que tinha. (...) Com dezoito anos decidira ir ao encontro do mundo…”
O que se segue é intenso, comovente, arrebatador. Poucas, mas mesmo poucas vezes, eu me emocionei tanto com uma história de vida. E, recordo, li apenas um capítulo.
Se a vida de  Willard Carroll é inesquecível, como será a da neta Lucy?  
Se ela sair ao avô...

Lá para Janeiro voltarei a escrever sobre este romance. Para já, posso “bradar aos céus”: as primeiras 57 páginas deste Philip Roth de 1966 são fascinantes!
Peçam ao Pai Natal...

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