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16 maio, 2013

Filme "A essência do amor", de Terrence Malick

Começo por dizer que não sou especialista em cinema, nem de perto nem de longe, que sou uma mera espectadora de histórias filmadas, que me limito a classificar um filme pelo que me obriga a pensar, sentir e divertir.
Feito o aviso, o que vou dizer a seguir é, apenas e só, a minha opinião sobre o último filme de Terrence Malik “A essência do amor”, apelidado de drama romântico.
NÃO GOSTEI.
Deixei-me levar pelo método muito próprio como o realizador trata as emoções e a espiritualidade, pelas palavras da protagonista Olga Kurylenko (lindíssima!) sobre a rodagem do filme, pelos actores Ben Affleck e Javier Bardem e pelas memórias que guardo do filme “A Árvore da Vida” (2011) e lá fui, em busca de 112 minutos de encantamento.
Acontece, que no fim do filme (sim, aguentei-me de pedra e cal até ao fim) saí da sala horrorizada, defraudada, apalermada e com vontade de pedir de volta os 6,60 euros que paguei pelo bilhete.
No fundo, mas bem no fundo, percebi que o filme conta uma história de amor e de fé:
- as aventuras e desventuras de Neil com os seus dois amores - Marina, a mulher que conhece em Paris e Jane, um amor da juventude.
- a crise de fé de um padre católico (Javier Bardem).
Acontece, que o que se vê no ecrã é inenarrável: uma história sem fio condutor, uma montagem atabalhoada, actores “perdidos” em cenários exteriores belos mas agrestes, em ruas vazias, em casas e mais casas, na igreja. Quase não há diálogos, mas há vozes em off com frases de meia-tigela. Ao longo de 112 minutos ouvimos falar em inglês, francês, espanhol, italiano e russo (?).
O que é isto?
Não sei.
Saberá o realizador?
Duvido.
Tenho de dizer que gostei da música belíssima e das imagens deslumbrantes e assombrosas da natureza.
Acontece, que tenho em casa excelentes discos e na TV o canal National Geographic.
Fui enganada!

25 janeiro, 2013

Filme para ver hoje na RTP2 - "O Miúdo da Bicicleta"



Please, please, please... veja hoje (ou grave para ver mais tarde) na RTP2, pelas 22.41 horas, o magnífico filme "O Miúdo da Bicicleta" (Le Gamin au Vélo), realizado pelos irmãos Dardenne.
Foi o filme vencedor do gande prémio do Júri, na edição de 2011 do Festival de Cannes.
 
Cito o Público , de 25 Janeiro 2013:
Cyril, de 12 anos, foi abandonado pelo pai numa casa de acolhimento para rapazes, sem qualquer explicação. Frágil e revoltado, acaba por se tornar amigo de Samantha, uma cabeleireira a quem ele consegue persuadir em acolhê-lo aos fins de semana. Decidido a encontrar o pai, o rapaz convence-a a procurá-lo, crente de que encontrará a explicação que precisa para aquele afastamento. Porém, nem tudo acontece como previsto e Cyril vai ter de aprender a receber o amor de Samantha e encontrar novas razões para continuar...
 
Fique bem atento à  interpretação de Thomas Doret (Cyril).
Acredite que vai ADORAR!

01 setembro, 2012

Filme para ver hoje na RTP2 - "Poesia"

Please, please, please... veja hoje (ou grave para ver mais tarde) na RTP2, pelas 22.40 horas, o magnífico, o inesquecível, o  poético filme "Poesia".
Depois falaremos sobre ele.
Acredite que vai ADORAR!

19 fevereiro, 2012

Filme "Le Havre", de Aki Kaurismäki

Fui ontem ver o filme comédia/drama “Le Havre” e ADOREI.
Como quero que todos possam viver essa experiência deixo aqui o meu conselho: corram a ver este firme maravilhoso.
Não interessa agora discorrer sobre o tema, sobre a realização ou sobre as interpretações, interessa apenas dizer que a poesia que brota do ecrã nos faz esquecer o negrume destes dias sem esperança disfarçados com máscaras carnavalescas.
Que belo filme!

24 janeiro, 2012

Filme "Os Descendentes" - um deslumbramento!


Já fui ver o filme “Os Descendentes”, de Alexander Payne, que estreou na passada quinta-feira, em Lisboa.
Desta vez baralhei as minhas regras e fui ver o filme antes de ler o livro. A culpa foi dum comentário publicado no blog silêncios que falam, que espevitou a minha curiosidade.
Claro que já não vou ler o livro. Mas não há grande problema, já conheço a história…
História que se conta em poucas palavras: Matt King (George Clooney) é descendente de uma família da antiga nobreza havaiana, casado, pai de duas filhas adolescentes e muito rico.
Advogado de sucesso, viajava frequentemente em serviço o que provocou o afastamento da família.
A mulher de Matt, que gosta de desportos radicais, sofre um acidente num barco e fica em coma irreversível. Instala-se o caos.
Ele não sabe lidar com as filhas, com as emoções, e muito menos com  a despedida da mulher.
Como se não bastasse, descobre que ela mantinha uma relação extra-conjugal.
A partir daí tudo muda.
Matt decide investir nos laços familiares, recuperar o amor das filhas e conhecer o amante da mulher.
Como será isso feito e porquê?
Não posso contar tudo, não é?
O filme foi adaptado do romance homónimo da escritora havaiana Kaul Hart Hemmings, que no filme tem uma pequenina interpretação como secretária de Matt King.
O realizador Alexander Payne ganhou o Globo de Ouro para o melhor filme na categoria de drama.
George Clooney ganhou o Globo de Ouro para o melhor actor dramático.
É difícil dizer se foram merecidos porque não vi todos os filmes que estiveram em concurso.
Aguardo pela cerimónia dos Óscares, mas posso dizer já que “não votarei” Clooney.
Lamento!

Vão ver e deslumbrem-se com a história, com a fotografia, com a música e com excelentes interpretações.
Por vezes rirão, mas serão mais as vezes que uma lágrima espreitará ao canto do olho.
Eu saí do cinema decidida a amar cada vez mais a minha família. A estar mais presente e sempre mais contente. Valorizar a amizade e a sinceridade. Obrigar-me a confiar e a ouvir mais a voz do coração. Não deixar nada por dizer e viver, viver, viver.