02 fevereiro, 2011

"Almas cinzentas" - Philippe Claudel

Li este livro em 2005, sem parar.
Se não conhecem, POR FAVOR, corram a uma livraria, comprem, leiam e confirmem que, como este, há poucos.
Dizia Le Nouvel Observateur: “Aqui está um romance como já não se lia há muito tempo, como já não se escrevia há muito. Que escritor!”
Sinopse: “Inverno de 1917. Numa pequena povoação de Lorena, a poucos quilómetros do campo de batalha onde decorre uma das maiores carnificinas da história da Europa, é descoberto o cadáver de uma menina de dez anos. O assassino é encontrado na figura de um jovem desertor que é executado, ainda que uma testemunha diga que viu a criança encontrar-se com o insondável Procurador da terra na noite do crime.
Muitos anos depois, vai ser o polícia da aldeia, que desde o início duvidara da culpa atribuída ao rapaz, a relembrar o dia do crime e a cadeia de acontecimentos que o precederam e que se lhe seguiram.
Uma história que termina com a tomada de consciência de que, na fronteira entre o bem e o mal, todos somos a um tempo culpados e inocentes, justos e injustos, almas cinzentas e atormentadas.”
Mais palavras, para quê?
Trata-se de um romance genial, em jeito de thriller, sobre o assassínio de Lírio-do-Vale, uma menina de 10 anos, investigado pelo narrador, que é polícia. Sem condenar nem julgar alguém, mas sempre duvidando da participação no crime do jovem que foi executado, descobre que a verdade é indesejada quando os poderosos da terra estão envolvidos, e que existe algo mais forte do que o ódio: as regras sociais.
Almas Cinzentas, de Philippe Claudel (Prémio Renaudot 2003)
Asa, 2004
Tradução de Isabel St. Aubyn
185 págs.

4 comentários:

  1. Gostei muito da tua opnião, tenho este livrinho aqui na estante e fiquei com apetite para o ler;)
    Boas leituras.

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  2. Olá Carlinha,
    Bem vinda.
    Lê porque irás gostar. É genial.
    Vou aguardar o teu comentário.

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  3. Philippe Claudel - um assombro! Perturbador, até...

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